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News Letter do CRBio-2 de 31/8/2007 11:27:47

News Letter do CRBio-2


  Estudo revela orquídea mais antiga do mundo
G1-Globo online | 31/8/2007 11:22:54

Um fragmento de âmbar com cerca de 20 milhões de anos, descoberto por uma equipe internacional de pesquisadores, funcionou como uma espécie de cápsula do tempo e trouxe para o presente a mais antiga orquídea do mundo. E ela não faz essa viagem temporal sozinha: veio junto com a abelha que a polinizava, mostrando a relação antiqüíssima entre essas belas flores e os insetos.
A equipe, cujo trabalho está descrito na edição desta semana da revista científica britânica "Nature", simplesmente tirou a sorte grande. O biólogo argentino Rodrigo Bustos Singer, que trabalha na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e é um dos autores do estudo, explicou ao G1 que esse é o primeiro fóssil inequívoco de orquídea a ser achado no mundo.

"Havia uma ou outra coisa muito recente. Mas, como eram simples impressões de folhas, esses fósseis eram muito questionados, porque as folhas nesse caso não permitem uma identificação clara da planta como orquídea", diz Singer. De quebra, achar ao mesmo tempo uma flor e o inseto que a polinizava é outro evento raríssimo nos anais da paleobotânica (o estudo de plantas extintas).

A verdade, porém, é que é mais fácil para o olho não-treinado distinguir o inseto do que a flor no conjunto fóssil. O pedaço de âmbar, oriundo da República Dominicana, preservou a abelhinha sem ferrão Proplebeia dominicana com o polinário (estrutura especializada que abriga o pólen) em suas costas. Parece pouco, mas o polinário já é suficiente para identificar a planta visitada pelo bicho como orquídea e batizá-la como uma espécie até então desconhecida, a Meliorchis caribea.

E, apesar da idade vetusta, a planta pertence a um grupo de orquídeas (tecnicamente conhecido como subtribo) com representantes vivos no Brasil de hoje. "É uma subtribo bem representada tanto na Mata Atlântica quanto na Amazônia", conta Singer. Mas, ao contrário dos membros modernos da subtribo, a espécie provavelmente tinha uma flor com formato tubular, através da qual a abelhinha precisava rastejar para alcançar o néctar no qual estava interessada. (Hoje, as abelhas apenas usam a boca para fazer o mesmo.)

Ao descer pelo tubo, o inseto encostava seu dorso no polinário, que Singer compara a uma mochilinha. Essa carga, grudada no bicho, era carregada para outra flor. "O inseto, ao entrar nessa outra flor, esbarra primeiro na região receptiva feminina, a qual fica antes do polinário, que são as partes férteis masculinas", explica o biólogo. E voilà: a fertilização acontece, garantindo a próxima geração de orquídeas. -

Álbum de família

O primeiro e único fóssil do grupo também está ajudando os pesquisadores a estimar a data de origem das orquídeas, que hoje constituem a família mais diversificada de plantas com flores do mundo (são mais de 25 mil espécies). A equipe, coordenada por Santiago Ramírez, do Museu de Zoologia Comparada da Universidade Harvard (EUA), usou inicialmente dados de DNA e da forma das plantas para criar uma árvore genealógica onde a Meliorchis caribea pudesse ser encaixada.

Depois, a idade do fóssil e a de outros fósseis de plantas com flores foram usados para "calibrar" essa árvore, ou seja, para tentar atribuir datas estatisticamente confiáveis (embora não 100% seguras) à diversificação das orquídeas indicada pelas mudanças no DNA e na forma das plantas. Os resultados ainda são preliminares, mas a estimativa obtida é de uma origem entre 76 milhões e 84 milhões de anos atrás, no finalzinho da Era dos Dinossauros.

Singer diz que ainda é muito cedo para tentar propor uma razão para essa data de origem. Costumava-se acreditar, por exemplo, que plantas com flores e insetos polinizadores, principalmente abelhas, teriam evoluído em paralelo por volta dessa época. A diversificação de um grupo teria favorecido a diversificação do outro. "É muito tentador elaborar hipóteses, mas não deve haver uma única causa. A gente ainda sabe muito pouco", diz ele.



  Vírus ameaça golfinhos no Mediterrâneo
G1-Globo online | 31/8/2007 11:23:28

A aparição de dezenas de golfinhos mortos na costa do Mediterrâneo alertou os ecologistas, que temem que um vírus possa se converter em uma epidemia, publicou na quarta-feira (29) o jornal espanhol "El Mundo".

Os golfinhos foram infectados por um vírus ainda desconhecido e que até agora causou a morte de dezenas de animais na costa.

Segundo especialistas em meio-ambiente, citados pelo jornal, o vírus poderia se alastrar.

"Estamos no início da epidemia", disse ao jornal Javier Pantoja, chefe do serviço de Conservação do Meio Marinho do Ministério de Meio Ambiente da Espanha.



  Reator criará energia a partir do lixo
G1-Globo online | 31/8/2007 11:24:01

Na onda da procura de novas formas de produzir energia a partir de fontes renováveis e sem prejudicar o meio-ambiente, pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) criaram o modelo de um reator de plasma capaz de converter lixo urbano em energia elétrica. O equipamento deve estar em operação até o fim deste ano e funcionará acoplado a uma turbina de gás e a um gerador, segundo informações da agência Fapesp.
Para obter a energia no reator, é utilizado plasma gasoso –- gás aquecido por descarga elétrica em temperaturas altíssimas -– para degradar e gaseificar o lixo utilizado e colocado dentro do equipamento. O processo já foi testado preliminarmente em outro equipamento do IPT.

"A energia do plasma gasoso é utilizada para transformar em gás os materiais volatilizáveis do lixo, que envolvem todos os resíduos que viram fumaça. Esse processo é controlado para a produção de um gás com alto poder calorífico, que será inserido em uma turbina", afirmou Antonio Carlos da Cruz, pesquisador da Divisão de Mecânica e Eletricidade do IPT e um dos coordenadores do projeto, à agência Fapesp.

"Pelos nossos cálculos teóricos, sabemos que a energia gerada será suficiente para manter todo o processo em funcionamento", disse Cruz. Não está descartada, entretanto, a possibilidade de geração de energia excedente. Segundo o pesquisador, os resíduos que não se tornarem gasosos, solidificando-se após sua remoção do reator, poderão ser utilizados na pavimentação de ruas e calçadas.

Ecologia

"Se tudo der certo, esse processo permitirá que o lixo tenha uma destinação ecologicamente correta, ao se evitar que ele vá parar em aterros, e ainda gere energia para outros tipos de uso", explicou. O projeto tem apoio da Fapesp através do programa Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas (Pipe).

Os primeiros estudos a serem feitos no equipamento serão sobre a qualidade do gás produzido por ele. Com uma turbina a gás e um gerador que devem ser adquiridos através de um projeto de pesquisa, será possível estimar o poder calorífico dos resíduos do lixo e o excedente de energia a ser criado. Segundo Cruz, o plasma gasoso tem sido utilizado por grupos no Japão e na Alemanha para aplicações semelhantes. Porém, ainda não existe um modelo pronto do reator, assim como um domínio tecnológico da técnica.

Para que o processo possa ser bem aproveitado, o ideal é que haja uma integração com a coleta seletiva de lixo e separação de resíduos –- fazendo uma triagem, separando os materiais que poderiam ser aproveitados para reciclagem e mantendo os sem reaproveitamento para a geração de energia.


  Aquecimento pode ser contido a um custo razoável, diz ONU
Ambiente Brasil | 31/8/2007 11:24:30

A humanidade é culpada pela mudança climática, mas os governos ainda têm tempo de reduzir o ritmo dos danos a um custo razoável, desde que ajam rapidamente, segundo um relatório preliminar da ONU.

Salientando a necessidade de rapidez, o texto diz que será praticamente impossível alcançar a meta da União Européia de um aquecimento global máximo de 2º C em relação às médias da era pré-industrial.

O estudo de 21 páginas, a ser divulgado em novembro, esboça possíveis reações ao aquecimento global, mas alerta que alguns impactos já são inevitáveis, como o aumento gradual no nível do mar, que deve durar séculos.

O relatório, ao qual a Reuters teve acesso com exclusividade, faz um resumo das 3.000 páginas de pesquisas divulgadas neste ano em três etapas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU, tratando de ciência, dos possíveis impactos e dos custos para conter o aquecimento.

O novo relatório, destinado a orientar ações de governos, reitera que os humanos são os responsáveis pela mudança climática, mas diz que há tecnologias "limpas" que podem compensar as emissões nocivas de gases do efeito estufa.

"A maior parte do aumento observado nas temperaturas médias globais desde meados do século 20 muito provavelmente se deve ao aumento observado nas concentrações antropogênicas (provocadas pelo homem) dos gases do efeito estufa", diz o texto.

Esse "muito provavelmente" significa uma probabilidade superior a 90 por cento. Em seu relatório anterior, de 2001, o Painel Intergovernamental da ONU considerava a hipótese apenas "provável", ou seja, com probabilidade de pelo menos 66 por cento. Os relatórios reúnem o trabalho de 2.500 cientistas do mundo todo.

O texto contém ainda uma tabela indicando danos que estão se agravando, como o branqueamento de corais, inundações costeiras, aumento nos gastos com tratamentos médicos, mortes provocadas por ondas de calor e aumento no risco de extinção de espécies animais e vegetais.

Mas o texto diz que "muitos impactos podem ser evitados, reduzidos ou adiados" com reduções nas emissões de gases do efeito estufa, resultantes especialmente da queima de combustíveis fósseis.

Entre as opções propostas estão pesquisas por maior eficiência energética, uso mais amplo de energias renováveis, mercados de carbono ou técnicas para enterrar o dióxido de carbono produzido por usinas termoelétricas a carvão.

O relatório diz que o custo de tais iniciativas seria aceitável para a economia mundial. O PIB global em 2030 teria uma queda de até 3 por cento no cenário mais radical, no qual as emissões de carbono atingiram seu auge dentro de 15 anos. Outras metas menos difíceis de atingir cobrariam apenas uma pequena fração do PIB global até 2030.

O relatório será divulgado em 17 de novembro em Valência (Espanha), após ser revisto pelos governos. Haverá um outro sumário, ainda mais enxuto, de cinco páginas. O texto visto pela Reuters está datado de 15 de maio, mas uma versão atualizada foi escrita neste mês para incluir sugestões de governos, segundo cientistas.

O relatório reitera que a temperatura média do planeta deve subir de 1,8 grau a 4 graus neste século, e que o nível dos mares aumentará de 18 a 59 centímetros.

Mas, mesmo que as emissões de gases do efeito estufa sejam contidas, os mares continuarão subindo nos próximos séculos, talvez até 3,7 metros sobre o nível atual, só por causa da expansão das águas, já que as profundezas continuariam, durante muito tempo, recebendo reflexos do calor da superfície.

Essa estimativa não leva em conta o eventual acréscimo pelo degelo da Groenlândia e da Antártida, por exemplo.


  Brasil precisa correr para cumprir meta de sanamento da ONU
Ambiente Brasil | 31/8/2007 11:24:58


O Brasil precisará reforçar investimentos para cumprir a meta de saneamento básico que está entre os Objetivo de Desenvolvimento do Milênio firmados pela ONU, de acordo com dados do Terceiro Relatório Nacional de Acompanhamento, lançado em Brasília pelo governo federal.

Na questão do sanemento básico, a meta é reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população sem acesso sustentável à água potável e esgoto.

O relatório reconhece que o Brasil precisaria investir R$ 9,3 bilhões por ano (R$ 2,9 bilhões em água e R$ 6,4 bilhões em esgoto) para cumprir a meta no prazo. Entre 2003 e 2006, os investimentos do governo brasileiro nesses serviços ficaram em torno de R$ 3 bilhões anuais.

Na introdução do relatório, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que o governo "pretende garantir o cumprimento dessas metas por meio de fortes investimentos: R$ 40 bilhões em saneamento básico e R$ 106 bilhões em urbanização de favelas, até 2010, conforme previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)".


De acordo com os dados apresentados, em áreas urbanas brasileiras o acesso a água e esgoto foi de 62,3% dos domicílios, em 1992, a 73,2% em 2005, sendo 88% no Sudeste, em 2005, contra 57% no Nordeste.

Em 2005, 1,8% dos domicílios urbanos e 27% dos rurais não tinham nenhum tipo de sistema de esgoto.

Miséria e desigualdade - O Brasil já cumpriu um dos compromissos assumidos com as Metas do Milênio das Nações Unidas, que previa a redução pela metade da proporção da população vivendo com menos de US$ 1 ao dia, até 2015.

Em 1990, 8,8% da população brasileira vivia nessa condição. Em 2005, a proporção era de 4,2%.

Em números absolutos, esses valores correspondem a 12,2 milhões de brasileiros em situação de pobreza extrema em 1990, e 7,5 milhões em 2005.

Além da meta da ONU, o Brasil assumiu um compromisso extra, de reduzir a 25% a proporção da população em situação de pobreza extrema. De acordo com o relatório, esse objetivo poderá ser atingido ainda em 2007 ou 2008, se mantidas as tendências atuais. O texto atribui a redução da pobreza à estabilização da moeda, em 1994, e às políticas de aumento real do salário mínimo.

A despeito da queda nas taxas de pobreza extrema, o Brasil se mantém como um país de grandes desigualdades: participação dos 20% mais pobres da população na renda nacional não chegava, em 2006, a 3%, e a dos 20% mais ricos, embora em queda há dez anos, ainda é superior a 60%. O relatório destaca que o Índice Gini, uma medida da desigualdade, atingiu seu patamar mais baixo para o Brasil em 2005, de 0,566, ante a taxa histórica de 0,595.

Meio Ambiente - No quesito de sustentabilidade ambiental, o Brasil cita o cumprimento do Protocolo de Montreal – que prevê a eliminação dos CFCs, gases responsáveis pela destruição da camada de ozônio – com redução de 90% do consumo desse tipo de gás entre 1999 e 2006. Dados recentes sobre a redução do desmatamento na Amazônia também entram nessa parte do relatório.

Educação - O relatório indica ainda que o Brasil enfrenta um grave desafio na educação: embora tenha havido uma universalização do acesso ao ensino básico, atingindo mais de 94% das crianças de 7 a 14 anos, o País ainda não consegue fazer com que todas as crianças completem um ciclo inteiro de escolarização: no Nordeste, apenas 78% das crianças completam o primeiro ciclo, da 1ª a 4ª série, no prazo considerado ideal. No Sudeste, essa taxa é de 95%.

No ensino médio, a situação é ainda pior: apenas 55% dos jovens de brasileiros de 16 anos estudam na série correta.

Saúde - No capítulo sobre mortalidade infantil, o relatório afirma que o Brasil se aproxima da meta estabelecida, de redução da taxa de morte de crianças menores de cinco anos em dois terços, entre 1990 e 2015: a taxa nacional caiu de 53,7 mortes por mil nascidos vivos, em 90, a 28,7, em 2005. A meta para 2015 é baixar esse número a 18.

O texto aponta grandes desigualdades regionais: no Sudeste, a taxa em 2005 era de 19,2. No Nordeste, de 38,9.

O relatório pede cautela na avaliação da meta de redução da morte materna – que, pelo compromisso da ONU, deve cair em três quartos, ou 75%, entre 1990 e 2015 – ao ressaltar que esse tipo de evento ainda é subnotificado no Brasil. Os números disponíveis mostram queda, mas em ritmo lento: em 1997 a taxa era de 62,1 para cada 100 mil nascidos vivos, ante 53,4 em 2005, redução de 12,7% em quase uma década.

Nas metas de combate a doenças infecciosas, o relatório menciona os avanços brasileiros no combate à Aids e uma redução no número de casos de malária em 2006, após três anos de aumento, e nos de tuberculose, que vinham crescendo de 2000 a 2003.

Igualdade entre os sexos - O relatório cita ainda avanços modestos na redução da desigualdade entre os sexos no mercado de trabalho – a participação das mulheres foi de 47,5% para 52,9% entre 1992 e 2005 – e um aumento no número de mulheres eleitas para cargos públicos.


  Indonésia é país mais exposto a desastres naturais
Folha online | 31/8/2007 11:25:49

A Indonésia, com 13% de vulcões ativos do mundo e afetada por 11% dos grandes terremotos que ocorrem no planeta, é provavelmente o país mais vulnerável aos desastres naturais, segundo o chefe do Departamento de Ajuda Humanitária da Comissão Européia (Echo, na sigla em inglês) para a Indonésia e Timor-Leste, Carlos Afonso.

"Nos últimos dois anos, a Indonésia sofreu dez desastres naturais graves, além várias inundações periódicas, a cada ano mais graves devido ao desmatamento e à concentração de população", destaca Afonso.

O tsunami de 2004, seguido pelos terremotos de Nias e Yogyakarta no ano seguinte, a erupção do vulcão Merapi, a corrente de barro de Sidoarjo, o terremoto e tsunami de Panandaran, as inundações em Aceh em dezembro de 2006 e as inundações de Jacarta em fevereiro último são apenas as catástrofes mais graves no país. Há muitas mais.

"A enorme extensão, a população e a situação dentro do Anel de Fogo do Pacífico fazem da Indonésia provavelmente o país mais vulnerável do mundo aos desastres naturais", diz Afonso. Ele acrescenta que a mudança climática, com chuvas cada vez mais volumosas e períodos de seca mais longos, pode agravar a situação no futuro.

A União Européia lidera a ajuda humanitária no país.

"Ao falar da Indonésia, freqüentemente as pessoas se fixam no seu grande crescimento econômico e esquecem que, apesar dos lucros dos últimos anos, metade da população vive com menos de US$ 2 por dia e mais de 20 milhões com menos de US$ 1", ressalta Afonso.

O governo da Indonésia preparou uma Lei de Gestão de Desastres Naturais como resposta à prevenção de catástrofes.


  Europa se prepara para ter padrões sustentáveis de biocombustível até o final do ano
Carbono Brasil | 31/8/2007 11:26:43

Países que investem na produção de biocombustíveis terão que garantir a sustentabilidade dos negócios para entrar no mercado da União Européia. A Comissão Européia trabalha na formulação de uma legislação que exigirá padrões mínimos de sustentabilidade para o desenvolvimento de biocombustíveis que deverá ser finalizado no final deste ano. Como parte da estratégia no setor energético, a União Européia (UE) concordou em estabelecer que 10% dos combustíveis consumidos pelos automóveis do bloco até 2020 tenham origem biológica, o que demonstra a grande perspectiva deste mercado em expansão.

Para suprir esse novo mercado estima-se que a indústria européia precisará de 59 milhões de toneladas de cereais --18% da produção interna - e ainda terá de importar 20% do biocombustível.

O Brasil vem investindo forte nesta área, buscando inclusive parcerias com países da América Central e México para facilitar a exportação para os Estados Unidos, por exemplo. Em uma visita ao México no início do mês, o presidente Lula afirmou que a produção de biocombustíveis permitirá uma melhor distribuição da riqueza no mundo, o que não se conseguiu com o petróleo.

"Eu estou convencido de que será inexorável: o mundo vai se curvar à questão do biodiesel", afirmou Lula em junho.

Com a nova legislação européia, as coisas ficaram mais duras para potenciais exportadores, pois somente biocombustíveis produzidos com um mínimo de padrão de sustentabilidade poderão ser adquiridos pela UE. Somente combustíveis que alcançarem esses padrões, derivados de lixo orgânicos e restos de madeira por exemplo, serão elegíveis para a meta de 10% e isentos de imposto. As regras se aplicam tanto para importados quanto para produzidos domesticamente.

Recentemente, a Agência Internacional de Energia (AIE) estimou que a produção global de biocombustível irá dobrar dos níveis de 2006 para 1,75 milhão de barris diários em 2012.

"Claro que é essencial garantir que o aumento seja conduzido de uma maneira sustentável, nós não podemos somente sentar e assumir que isso aconteça automaticamente", disse o comissário europeu de energias, Andris Piebalgs, ao anunciar a medida em julho.

Padrões atuais indicam que 60% das emissões de dióxido de carbono (CO2) na EU entre 2005 e 2020 virá dos transportes, segundo Piebalgs.



  Ranking do ambientalismo corporativo identifica os setores-chave em sustentabilidade no Brasil
Market Analysis/ Carbono Brasil | 31/8/2007 11:27:12

A Market Analysis, empresa de pesquisa de mercado e opinião publica, apresenta parte do Monitor de Reputação Empresarial 2007, que revela como os consumidores brasileiros percebem a participação das companhias nas questões de meio ambiente e responsabilidade social.

De acordo com o estudo, empresas do setor químico, centrais nucleares e produtoras de carvão ocupam as três primeiras posições do ranking como prejudiciais ao meio ambiente, registrando 78%, 77% e 74%, respectivamente. Continuando a lista, as petroleiras representam 69% e as mineradoras 67%, com quarta e quinta indicação. O resultado aponta que aproximadamente oito em cada dez brasileiros enxergam as empresas atuantes nesses setores como responsáveis por danos ao ecossistema.

Ainda nas posições de risco estão montadoras de automóveis (61%), empresas de alumínio (53%) e fornecedoras de gás natural (47%), também consideradas peças-chave na degradação do planeta. Na opinião dos brasileiros, o mercado de informática/TI (31%) e financeiro (19%) ocupam os dois últimos postos.

Para Fabián Echegaray, diretor da Market Analysis, em um contexto de alta visibilidade e sensibilidade sobre a questão ambiental e as mudanças climáticas, os consumidores estão amadurecendo as opiniões sobre o assunto. "Percebe-se que a população está se preocupando em beneficiar, ou não, com seu poder de compra empresas ambientalmente responsáveis, assim como também tolerar - quando não apoiar abertamente -, uma maior intervenção do governo na esfera privada. O objetivo é minimizar prejuízos ambientais, além disso, o fato de uma empresa ou setor ser visto como passivo ambiental ou ter culpa pelo aquecimento global, representa um claro fator de risco", explica Echegaray.

Realizado anualmente desde 2003 pela Market Analysis, o estudo Monitor de Reputação Empresarial tem como principal objetivo de identificar a opinião dos brasileiros sobre a imagem e reputação das companhias e do mundo corporativo. A versão 2007 será lançada oficialmente no fim de agosto e terá cerca de 70 páginas. As empresas interessadas em conhecer mais sobre a pesquisa e também as marcas que foram indicadas pelos consumidores devem entrar em contado pelo e-mail info@marketanalaysis.com.br.

Para visualizar o ranking completo dos setores, acesse:
http://www.s2.com.br/s2arquivos/477/multimidia/207Multi.ppt

Ficha técnica

A pesquisa faz parte do Monitor de Reputação Empresarial 2007, Market Analysis. Foram realizadas 802 entrevistas no domicílio do entrevistado, com adultos (18-69 anos) residentes das oito principais capitais: São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre, Curitiba e Brasília. Estudo conduzido em maio e junho de 2007.

Perfil Market Analysis

A Market Analysis, instituto de pesquisa de mercado e opinião pública, já coordenou mais de 600 projetos em 20 estados brasileiros, além de cinco países da América Latina, entre os quais estão estudos regulares para clientes como BBC World News, Merck, Nestlé, Philips, Roche e Unilever. O foco do trabalho está nos setores de saúde, telecomunicações, novas tecnologias de comunicação/informação, opinião pública e comportamento social, bens de consumo geral, estudo de custo-benefício entre preços e atributos, financeiros, identificação de prospects, introdução de novos produtos e conceitos no mercado e turismo e entretenimento. A Market Analysis realiza estudos contínuos sobre Reputação Empresarial e Responsabilidade Social. Afiliada da Abep (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa) e da Esomar (Associação Mundial das Empresas de Pesquisa de Mercado), a empresa conta com uma equipe multidisciplinar formada por sociólogos, cientistas políticos, publicitários e estatísticos, que utilizam os mais modernos métodos de pesquisa: quantitativas e qualitativas, desk research, mystery shopping e estudos de inteligência competitiva, análise de dados e datamining. Fundada em 1997, a Market Analysis Brasil tem sua matriz em Florianópolis (SC) e a sede operacional em São Paulo (SP).




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Enviado em 31/8/2007 11:27:47

News Letter do CRBio-2 de 28/8/2007 16:37:27

News Letter do CRBio-2


Grupo identifica célula-tronco por aparência
G1-Globo online | 28/8/2007 16:32:55

Existe uma série de dificuldades, éticas e técnicas, que impedem que as células-tronco se tornem, de fato, uma forma efetiva de enfrentar doenças em seres humanos. Entre elas, está o fato de que até agora era impossível verificar os resultados dos trabalhos sem usar DNA de outras células para identificar as que foram alteradas. Era, porque, pelo menos esse empecilho, por enquanto, parece vencido. Um grupo de pesquisadores americanos, que transformou células de pele de camundongo em células-tronco, conseguiu verificar as diferenças entre elas só olhando, pela aparência física de cada uma.
Até agora, para contornar a dificuldade em se enxergar as células, os cientistas usavam um truque, com os chamados "marcadores genéticos". São pedaços de DNA que fazem as células, por exemplo, brilhar na luz ultravioleta. Com isso, fica fácil identificar quais delas foram modificadas e quais tiveram o comportamento desejado.

Esse tipo de artimanha, no entanto, não precisou sequer chegar a ser usada pelos pesquisadores do Instituto Whitehead de Pesquisas Biomédicas, em Cambridge, no estado norte-americano de Massachusetts.

O grupo, liderado por Rudolf Jaenisch, é o mesmo que em junho passado divulgou um estudo na prestigiada revista "Nature" mostrando seus resultados na transformação de células da pele de camundongos em células-tronco (leia mais aqui). Agora, os pesquisadores Alexander Meissner e Marius Wernig mostram como conseguiram identificar essas células-tronco só por sua aparência.

O feito é importantíssimo, porque se as células-tronco um dia forem usadas para combater doenças em seres humanos, elas não poderão ter seu DNA alterado -– ou seja, não vai dar para usar células brilhantes, por exemplo, em gente. Só por isso, o grupo já teve uma nova menção na "Nature", desta vez no site da revista "filhote", "Nature Biotechnology".

A identificação ocorreu quase sem querer. A dupla esperava identificar as células-tronco à moda antiga, com os marcadores genéticos. Mas antes de eles entrarem em ação, os cientistas começaram a notar pequenas diferenças físicas entre as células normais dos roedores e as que foram "reprogramadas" para virarem células-tronco. As primeiras eram grandes e chatas. As outras, pequenas e redondas.

Isso simplifica, e bastante, o trabalho dos geneticistas. Pelo menos no caso das células reprogramadas, basta olhar para separar o joio do trigo.

Agora, a equipe vai se debruçar para resolver outros empecilhos da pesquisa. O primeiro será encontrar uma maneira de induzir as transformações de células comuns em células-tronco sem a utilização de vírus, como é feito até agora. O líder do grupo, Rudolf Jaenisch, se diz bastante otimista.



Reparo de DNA torna bactéria 'imortal'
G1-Globo online | 28/8/2007 16:33:22

Algumas bactérias, feito vampiros derrotados apenas temporariamente, conseguem permanecer em estado latente durante milhares e até milhões de anos para depois ressurgir. Ninguém sabia como os microrganismos realizavam essa façanha, mas uma equipe internacional de pesquisadores parece ter desvendado o mistério: as bactérias parecem corrigir constantemente seu DNA, mesmo quando aparentemente congeladas.

O estudo, coordenado por Eske Willerslev, da Universidade de Copenhague (Dinamarca), avaliou bactérias do Canadá, da Antártida e da Sibéria que vivem (ou vegetam, na verdade) no chamado permafrost, o solo permanentemente congelado dessas regiões. Os pesquisadores obtiveram amostras de DNA bactéria de áreas de permafrost que estão "hibernando" há até 1 milhão de anos.

O material genético é importante porque, até agora, acreditava-se que as bactérias congeladas passavam o tempo todo em estado dormente. É uma espécie de "modo de hibernação" no qual todas as principais funções celulares são travadas. O problema é que, nesse estado, a tendência é que o DNA de qualquer ser vivo comece a sofrer modificações lentas e inexoráveis em sua estrutura química, de tal forma que a bactéria teria sua sobrevivência comprometida.

Ao analisar os fragmentos de DNA obtidos até uma idade de cerca de 500 mil anos, os pesquisadores descobriram pedaços muito grandes de material genético, que em geral só são conseguidos com organismos vivos: se uma planta, animal ou micróbio está morto, seu DNA vai se quebrando em pedacinhos bem menores que os conseguidos na pesquisa.

Além disso, a análise genética não revelou nenhuma das alterações químicas esperadas em células que estão no estado dormente. E medições da emissão de gás carbônico -- a marca da "respiração" celular -- também revelaram a presença de metabolismo entre os microrganismos. Ou seja, em vez de entrarem num estado totalmente dormente, as bactérias na verdade continuam em atividade, mas de forma mais leve -- o que já é suficiente para que durem longos períodos de tempo com seu DNA sadio.



Brasil busca etanol a partir da celulose
G1-Globo online | 28/8/2007 16:33:57

Interessados em manter a liderança no mercado mundial de agroenergia, Brasil e Estados Unidos poderão unir forças para acelerar as pesquisas que permitam a produção economicamente viável de etanol a partir da celulose. O processo permite o reaproveitamento de materiais até agora descartados para a produção do biocombustível, como resíduos de madeira e bagaço de cana. Em setembro, cientistas brasileiros que fazem parte de cinco grupos de pesquisa vão viajar para os Estados Unidos para tentar costurar um protocolo de intenções nessa área com os americanos.

"O etanol produzido a partir da celulose é a grande bandeira, mas vamos buscar parcerias para algumas ações nas áreas agrícolas que têm gargalos científicos e tecnológicos", explicou o chefe-geral da unidade de Agroenergia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Frederico Durães. O encontro de setembro será o quarto para tentar dar viabilidade ao acordo.

A produção de etanol a partir de celulose no Brasil ainda é experimental e não tem viabilidade econômica, já que os custos são altos. Mas a corrida para dominar a tecnologia já começou. E cada país aposta em caminhos próprios, até porque, para "quebrar" a molécula da celulose, cada matéria-prima exige uma enzima específica. No Brasil, as pesquisas se voltam, principalmente, para o desenvolvimento de enzimas que permitam extrair a celulose do bagaço da cana. Nos Estados Unidos, o foco está em outras matérias-primas, como o milho. Segundo o diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles, com a produção de etanol a partir da celulose extraída do bagaço da cana, a produção de álcool por hectare pode saltar dos atuais 6 mil a 7 mil litros para algo em torno de 10 mil a 12 mil litros.


ONU inicia encontro sobre aquecimento
G1-Globo online | 28/8/2007 16:34:25

Mais de mil membros de governos, indústrias e instituições de pesquisa participaram em Viena da abertura do encontro organizado pela ONU para discutir maneiras de combater o aquecimento global.
"As mudanças climáticas representam um enorme desafio que só pode ser enfrentado a nível global de maneira integrada", disse Josef Proell, ministro do Meio Ambiente austríaco, no evento de abertura. "Não temos muito tempo para criar as condições de trabalho ideais. Cada ano que passa sem que sejam tomadas medidas de combate é um ano em que aumentam os custos humanos e financeiros de adaptação", afirmou Proell.

"O mundo está assistindo e espera grandes progressos para a proteção do clima" nas negociações da ONU, que vão além do Tratado de Kyoto, declarou o movimento Greenpeace em um comunicado. "O Greenpeace exige um progresso claro que fortaleça o Protocolo de Kyoto e o leve para a sua segunda fase, que começa em 2013", disse Stephanie Tunmore, membro do movimento.

"Essas pequenas reuniões muitas vezes passam despercebidas, mas 2007 é um ano crucial para as negociações climáticas e por isso todos devem ficar sabendo de tudo", declarou Tunmore.

"O encontro é um bom indício, veremos se a comunidade política está mesmo disposta a ir além das plataformas bem intencionadas", comentou no domingo Yvo de Boer, secretário executivo da Agência de Mudanças Climáticas das Nações Unidas (UNFCCC). Ele disse ainda que a comunidade científica já apontou as conseqüências catastróficas que virão caso o mundo não comece a agir rápido.

A UNFCCC já publicou três relatórios científicos sobre as mudanças climáticas. O primeiro deles confirma: o aquecimento global é real e é causado por nós, humanos; o segundo lista o que irá acontecer se nenhuma medida for tomada para reverter o processo; o terceiro diz que já existem tecnologias e soluções para combater o problema.

De Boer deve apresentar ainda um quarto documento, analisando como investimentos financeiros podem contribuir para agravar a situação. "Essa análise é importante porque o investimento tradicional precisa ser redirecionado para alternativas menos agressivas ao clima e que levem em conta o impacto do aquecimento global", explicou.

A reunião desta semana também deve dar início aos preparativos para as negociações maiores da ONU que acontecerão em Nova York no mês que vem. Além disso, a UNFCCC irá organizar uma conferência com seus 191 membros em Bali, em dezembro, para discutir copromissos ambientais para depois de 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto.



Brasil diz que combate efeito estufa, mas não aceita metas
Ambiente Brasil | 28/8/2007 16:35:16

O Brasil faz esforços para combater o aquecimento da atmosfera terrestre, mas não está disposto a aceitar metas para diminuir suas emissões de gases do efeito estufa em um acordo que suceda o Protocolo de Kyoto, disse em Viena José Domingos Miguez, secretário-executivo da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima.

A imposição de metas para países em desenvolvimento equivaleria a "desvirtuar" o Protocolo de Kyoto, cuja vigência termina em 2012 e que destaca a maior responsabilidade histórica das nações desenvolvidas para o aquecimento global, afirmou Miguez.

O secretário-executivo participa de reunião técnica da Convenção Marco da ONU sobre Mudança Climática (UNFCCC, sigla em inglês) que é realizada esta semana na capital austríaca como preparação para o encontro internacional de líderes políticos que acontecerá no fim do ano, em Bali.

No terceiro mundo, afirmou Miguez, "parte da população está fora do mercado", e as emissões de gases do efeito estufa decorrem, em grande medida, de um processo de desenvolvimento. Já as nações ricas são responsáveis pelo atual processo de aquecimento global, pois se industrializaram antes - entre o final do século 18 e a primeira metade do 19.

Entre os esforços que o Brasil está fazendo, acrescentou, encontra-se uma grande diminuição no nível de emissões provocadas pelas queimadas em florestas, disse Miguez.

No Brasil, as queimadas florestais são responsáveis por cerca de três quartos das emissões de dióxido de carbono (CO2) e pela metade das emissões totais de gases que provocam o efeito estufa.

O secretário-executivo lembrou que o Brasil também participa de 32 projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), iniciativa do Protocolo de Kyoto por meio da qual as nações ricas ganham créditos para suas emissões ao financiar ações que reduzam as emissões nos países em desenvolvimento.


Premier diz que China assumirá obrigações no combate às mudanças climáticas
Ambiente Brasil | 28/8/2007 16:35:41

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, assegurou na segunda-feira a comunidade internacional que Pequim irá acabar com a crescente pirataria e assumir as suas responsabilidades no combate às mudanças climáticas.

Os comentários de Wen vieram depois de negociações oficiais durante a sua visita à primeira-ministra alemã, Ângela Merkel.

Wen se comprometeu em assumir as obrigações chinesas em relação às mudanças climáticas e ao aumento da eficiência energética. O primeiro-ministro disse que a China irá fazer tudo que pode para lutar contra a pirataria, mas que em relação às mudanças climáticas há algumas diferenças.

"Os chineses desejam, como todas as pessoas, céu azul, colinas verdes e água limpa. O desenvolvimento da China é uma oportunidade, não uma ameaça", disse durante uma conferência.

Segundo a Reuters, Wen afirmou que a tarefa de reduzir as emissões é muito mais árdua na China do que na Alemanha, por ser um país mais populoso e que ainda não alcançou o crescimento econômico dos industrializados, em termos de PIB per capita.

Considerando as mudanças climáticas como um desafio comum para a comunidade internacional, Wen disse que a China assumiu uma estratégia de desenvolvimento sustentável e que tem alcançado progressos notáveis na mitigação das mudanças climáticas e na melhoria do meio ambiente.

O governo chinês anunciou seu primeiro plano nacional em resposta às mudanças climáticas, e estabeleceu a meta de reduzir o consumo energético por unidade de produto interno bruto em 20%, e as cargas poluentes pesadas em 10% até 2010, disse o primeiro-ministro.


Secretário do MMA reconhece que boa parte da população não recebe água de qualidade
Agência Brasil | 28/8/2007 16:36:11

Embora tenha sido o primeiro país da América Latina a aprovar um plano nacional de recursos hídricos, o Brasil ainda não leva água de qualidade à população das áreas periféricas, favelas e semi-árido nordestino.

O secretário de Recursos Hídricos e Ambientes Urbanos do Ministério do Meio Ambiente, Luciano Zica, reconhece a falha, diz que muitas cidades não dispõem de informações confiáveis sobre a qualidade da água consumida por seus habitantes e destaca a importância de investimentos em saneamento básico, principalmente nas áreas rurais.

"É necessário uma preocupação muito grande com estas localidades, pois aí faltam informações sobre a qualidade da água consumida. Na grande maioria desses locais, a água vem de córregos e rios de superfície ou de poços e cacimbas, sem que haja qualquer controle da qualidade. O que queremos nos próximos anos é atingir o fornecimento de água de qualidade a todo o território nacional".

Para Zica, a aprovação da Lei nº 11.445 (plano nacional), sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro deste ano, é um sinal de que o país caminha "a passos firmes" para garantir que todos tenham acesso aos serviços de saneamento básico, de maneira adequada tanto à saúde pública quanto à proteção do meio ambiente.

A lei, que ainda tem de ser regulamentada, estabelece as novas diretrizes nacionais para o setor. Determina que haja disponibilidade, em todas as áreas urbanas, de serviços de drenagem e manejo das águas da chuva, além de uma articulação entre as políticas de desenvolvimento urbano e regional, de habitação, de combate à pobreza e de sua erradicação, de proteção ambiental, de promoção da saúde, entre outras.

O diretor da ANA - Agência Nacional de Águas Benedito Braga concorda que o Plano Nacional de Recursos Hídricos poderá proporcionar melhorias no setor e incentivar a participação de organizações não-governamentais e usuários no sistema de gestão da água. Braga, no entanto, diz que o plano não estabelece diretrizes objetivas do ponto de vista da infra-estrutura (estações de tratamento de esgotos, sistemas de irrigação para melhorar a produção agrícola, usinas hidrelétricas para produção de energia, entre outras obras de utilização dos recursos). "Faltou esse ponto para de fato encaminharmos (a questão) para solucionar os nossos problemas mais imediatos".

Luciano Zica também defende mudar a forma de cobrança pelo uso da água, gerando recursos para a revitalização de bacias hidrográficas e aqüíferos. Hoje, a conta paga pelo consumidor considera apenas o custo do tratamento e distribuição. Desde a aprovação da Lei nº 9.433, há dez anos, o que se discute é a cobrança também pelo consumo de água bruta (sem tratamento).

"Acho que é necessário implementar, em âmbito nacional, a cobrança pelo uso da água, cobrando daqueles que lucram com a utilização de um bem que interessa a toda a população", defende o secretário. Por enquanto, a prática só foi instituída nas bacias do Rio Paraíba do Sul (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) e dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), em São Paulo. "Eles já estão cobrando e tendo retorno para investir na conservação da água e na recuperação da própria bacia, fazendo uma boa gestão".

Pela lei, compete à Agência Nacional de Águas operacionalizar a cobrança pelo uso dos recursos hídricos de domínio da União, ou seja, dos rios e demais cursos d'água que atravessam mais de um estado. Antes, é necessário que seja demarcada a área da bacia hidrográfica, criado o comitê responsável por sua gestão, e instituída uma agência vinculada ao comitê. Junto à ANA, esta agência será responsável por realizar estudos de viabilidade financeira e a maneira como serão aplicados os recursos obtidos com a cobrança.

Na Bacia do PCJ, por exemplo, dentre todos os usuários, a Sabesp - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo é a maior pagadora. Segundo a ANA, só em 2006 a companhia desembolsou cerca de R$ 6 milhões pela utilização das águas.


Eficiência energética é a chave contra o aquecimento, diz ONU
Estadão | 28/8/2007 16:36:40

VIENA - Melhorar a eficiência energética de usinas geradoras, prédios e carros é a maneira mais fácil de reduzir o ritmo do aquecimento global, mas o investimento para isso atingiria centenas de bilhões de dólares, disse a ONU na terça-feira.

Um relatório da entidade sobre investimentos climáticos, delineado numa reunião em Viena com mil delegados de 158 países, disse ainda que as emissões de gases do efeito estufa poderiam ser contidas de forma mais barata nos países em desenvolvimento do que nos desenvolvidos.

O dinheiro necessário para que até 2030 as emissões dos gases, especialmente pela queima de combustíveis fósseis, voltem aos níveis atuais deve equivaler de 0,3 a 0,5 do PIB mundial projetado para o período, ou 1,1 a 1,7 por cento dos fluxos globais de investimentos em 2030, segundo o relatório.

"A eficiência energética é o meio mais promissor de reduzir os gases do efeito estufa em curto prazo", disse Yvo de Boer, chefe do Secretariado de Mudança Climática da ONU, apresentando o relatório na conferência, que começou na segunda-feira e vai até sexta. O texto, de 216 páginas, foi publicado online na semana passada.

Ele afirmou que o documento deve orientar os governos reunidos na Áustria para iniciar as discussões sobre um tratado de longo prazo contra o aquecimento global que valha a partir de 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto, que obriga 35 países desenvolvidos a reduzirem suas emissões de gases do efeito estufa.

O relatório estima que "o investimento global adicional e fluxos financeiros de 200 a 210 bilhões de dólares serão necessários em 2030 para devolver as emissões de gases do efeito estufa aos níveis atuais." O valor incluiria medidas relativas a fornecimento de energia, florestas e transportes.

O estudo também defende maior eficiência de usinas elétricas e combustíveis para carros e um melhor isolamento térmico em prédios. Prevê ainda uma expansão das energias renováveis, como solar e hidrelétrica, e também algum avanço da energia nuclear.

Já os investimentos para a adaptação à nova condição climática podem alcançar dezenas de bilhões de dólares em 2030. Será um dinheiro destinado, por exemplo, a combater o avanço da malária, à construção de diques ou à proteção de praias ameaçadas pelo aumento do nível do mar.

O relatório diz que o mercado de créditos de carbono precisa ser "significativamente ampliado para atender às necessidade de investimentos e fluxos financeiros adicionais." As empresas atualmente são responsáveis por cerca de 60 por cento dos investimentos globais.

Especialistas dizem que este é o primeiro estudo que busca fazer um retrato dos investimentos necessários em um único ano --neste caso, 2030.

De Boer disse que as melhores oportunidades de investimentos relativos à mudança climática estão nos países em desenvolvimento, mas isso não significa que os países ricos só devam investir fora de casa.

"Mais da metade do investimento energético necessário está em países em desenvolvimento", afirmou ele, citando o caso da China, que abre uma média de duas usinas a carvão por semana e precisaria de tecnologias para filtrar e enterrar o carbono emitido na atmosfera.


Caos ecológico leva pessoas a neutralizarem culpa e carbono
Observatório do Clima/ Folha de S.Paulo | 28/8/2007 16:37:11

Na última quarta, a aposentada Cecília Martinez, 66, repetiu mais uma vez uma atitude que vem praticando desde 2000. Plantou uma árvore.

Até semana passada, ela calcula ter repetido o gesto por 1.900 vezes. Mas suas mudas não estão no quintal, elas foram plantadas sem deixar calos ou sujeira de terra nas mãos. Bastou um rápido clique no mouse.

"Levanto cedo, vou para o computador, planto as árvores e fico com a consciência mais leve", conta Cecília. "Não entendo muito sobre aquecimento global. Mas acompanho o tema e sei que sou parte do problema. A gente sente culpa, e comecei a fazer isso para aliviar um pouco a consciência."

A aposentada é uma das principais jardineiras eletrônicas de um site ligado ao projeto SOS Mata Atlântica, em que internautas podem plantar árvores bancadas por empresas.

Ações simples como essa são cada vez mais comuns e se transformaram em uma maneira rápida e prática de aliviar a culpa ecológica.

São "atos de contrição eletrônica", na definição do psicanalista Jorge Forbes, 56. Ele lembra que, há 30 anos, as pessoas iam à igreja, falavam o que tinham cometido, rezavam e comungavam até voltar a pecar. "Essas são as mesmas pessoas que hoje deletam o pecado pelo plantio de árvores na internet. Limpo minha semana perversa com uma boa ação. É uma tremenda descarga de responsabilidade", diz Forbes.

Ninguém duvida que o aquecimento global seja um problema. Provoca derretimento de geleiras, elevação do nível dos mares, inundações e muita, muita culpa. Culpa por atividades cotidianas, como andar de carro, que polui e destrói a camada de ozônio, e até tomar um banho longo, que põe em risco um recurso finito.

Para Eda Tassara, 68, coordenadora do Laboratório de Psicologia Sócio-Ambiental e Intervenção da USP, o debate, em vez se transformar numa discussão sobre a mudança de hábito dos consumidores, foi canalizado para as catástrofes. Portanto, é natural que as pessoas se sintam culpadas e impotentes. E reajam com respostas imediatas, como clicar num site ecológico.

Festa sem carbono

O casal de arquitetos Renato Barandier, 27, e Izabella Lentino, 30, preferiu ir além da mesa do computador. No final de outubro, eles vão fazer de seu casamento, em Niterói (RJ), um evento "carbon free" -para usar um termo tão em voga.

"Quando pensamos nos caminhões trazendo vinho do Sul, nos convidados vindos da Alemanha e de Brasília, achamos que tínhamos de fazer alguma coisa para compensar o impacto", diz Renato.

Para minimizar o estrago ambiental provocado pela união, eles irão plantar árvores. Quantas, o casal ainda não sabe. Eles contrataram a empresa Carbono Neutro para fazer a conta. Plantio e acompanhamento do crescimento das plantas também serão de responsabilidade da empresa.

"Só queremos que as pessoas saibam que pequenas ações também têm impactos simples de serem compensados sem esforços", explica Renato.

Assim como o casal, tem muita personalidade divulgando a causa verde. O ator Leonardo diCaprio produziu um documentário sobre a crise ambiental, assim como Al Gore, o garoto-propaganda da causa.

Foi exatamente a visita de Gore ao Brasil quem incentivou a estréia ecológica do taxista João Batista Santos, 43. "Só se falava em aquecimento global, essas coisas. Me senti responsável por parte do problema. Não quero parar de dirigir. Como vou fazer a minha parte?"

João encontrou uma maneira. Ele decidiu tentar neutralizar as emissões de carbono de seu táxi. O motorista conta que levou um susto quando descobriu que joga nos ares de São Paulo 93 kg de CO2 diariamente -a mesma quantia liberada por um carro a gasolina, de São Paulo a Ribeirão Preto (314 km de SP). Para compensar, o taxista precisa plantar uma árvore a cada sete dias.

De olho no feito, o taxista pede a contribuição dos passageiros. "Faço uma sugestão de doação. Uma corrida de 15 minutos gera 3 kg de CO2. Com muda e manutenção a R$ 40, o passageiro pode contribuir com R$ 0,16 para o plantio", explica. Pau-brasil, é bom frisar.

Alívio demorado

Se a compensação de carbono é difundida entre países, empresas e pessoas que querem fazer algo pelo meio ambiente, seus benefícios ainda não são um consenso.

"Não acontece na hora. As árvores podem levar 37 anos para crescer e consumir o gás. Atitude verde mesmo é não emitir", defende o diretor-presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, Helio Mattar.

Segundo pesquisa da Akatu, 37% das pessoas estão dispostas a pagar mais caro por produtos ecológicos e sociais. Mas Helio critica a simples troca. "Só substituir é um risco. Não basta que o produto seja verde ou social. O produto verde também precisa de energia, transporte, água. Por mais verde que seja, dificilmente não deixará impacto no meio ambiente. É preciso reduzir o consumo."

A mudança de hábito também é defendida pelo coordenador do projeto ESPM Social, Ismael Rocha, 48. "Quando você compra um produto desses, é como se livrasse da responsabilidade. É terceirizar a responsabilidade que você deveria ter." Há diferentes maneiras de passar a bola do compromisso para frente. Ir a um evento que planta árvores não representa uma ação significativa. "Os desavisados acham lindo. O que importa é o que eles fazem em casa depois", critica Ismael.

Eda Tassara, da USP, diz que um passo importante na construção de uma consciência ecológica se dá pela educação. "A mobilização em torno da causa deve levar as pessoas a discutirem e buscarem soluções. O problema é que muita gente age movida pelo politicamente correto. Essas ações, como plantar árvore pela internet, funcionam apenas como um corretivo."




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Enviado em 28/8/2007 16:37:27

News Letter do CRBio-2 de 27/8/2007 15:06:55

News Letter do CRBio-2


'Maconha do cérebro' salva células-tronco
G1-Globo online | 27/8/2007 14:58:59

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descobriram uma maneira aparentemente simples de salvar da morte as células-tronco que estão a caminho de se transformar em neurônios: basta estimular nelas a mesma fechadura química que "recebe" o princípio ativo da maconha no cérebro. É uma peça curiosa no quebra-cabeça das células-tronco embrionárias, capazes de assumir a função de virtualmente qualquer tecido mas ainda indomadas no laboratório.

A pesquisa foi apresentada pelo aluno de mestrado Jader Nones durante a XXII Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental, realizada em Águas de Lindóia (interior de SP). Junto com seu orientador, Stevens Kastrup Rehen, Nones está tentando criar maneiras mais apuradas de transformar as células-tronco, de seu estágio inicial e não-especializado, em células nervosas, úteis para estudar doenças neurodegenerativas ou, quem sabe, tratá-las.

Um dos passos-chaves no estudo das células-tronco embrionárias é a formação dos chamados corpos embrióides. Essas esferas cheias de células apresentam os primeiros passos na especialização celular, com o aparecimento dos tipos básicos de tecido humano. Nessa fase, os pesquisadores da UFRJ usam o ácido retinóico, que ajuda as células a se encaminharem para a forma de neurônio. Mas há um porém. "Tem uma mortalidade celular que é intrínseca à diferenciação causada pelo ácido retinóico", explica Rehen. Com isso, perdem-se células.

A equipe se perguntou, então, o que aconteceria se fosse estimulado o sistema canabinóide. Como o nome, derivado de Cannabis (a alcunha científica da maconha), sugere, esse sistema ajuda a absorver substâncias cuja estrutura molecular se parece com a do princípio ativo da erva. O próprio organismo produz essas substâncias, que desempenham uma série de funções importantes no sistema nervoso e imune, por exemplo. "Em neurônios adultos já havia indícios de uma ação protetora do sistema canabinóide", conta Nones.

De fato, entre as células que sobreviviam à ação do ácido retinóico, muitas apresentavam uma ação aumentada do CB1, justamente um dos receptores (fechaduras químicas) que permitem a ação dos canabinóides. Nones, então, testou o que aconteceria se fosse adicionada às células uma substância que favorecesse a ação do CB1. O resultado? A mortalidade das células-tronco em fase de especialização caiu 50%. "E isso sem afetar a proliferação celular", afirma Rehen. Nones também conduziu experimentos que sugerem uma ação específica do CB1: quando outra substância, capaz de deter a ação do receptor, entrou na equação, o efeito protetor desaparecia.

"A expectativa é você ter uma produção maior de neurônios do que a que você teria numa situação sem o canabinóide. Isso sem contar que é interessante ver que o sistema canabinóide está influenciando a morte celular associada à diferenciação", explica Rehen. Os cobiçados neurônios que um dia poderão ser usados para regenerar um cérebro afetado pelo mal de Parkinson agradecem.



Técnica com células-tronco repara corações de ratos infartados
BBCBrasil.com | 27/8/2007 14:59:42

- Um grupo de cientistas dos Estados Unidos conseguiu reparar corações danificados de ratos usando uma injeção de células produzidas a partir de células-tronco, abrindo o caminho para o possível uso da técnica em larga escala para ajudar vítimas de infarto ou de insuficiência cardíaca.

Os pesquisadores da Universidade de Washington e da empresa californiana de biotecnologia Geron desenvolveram uma nova técnica para conseguir implantar com sucesso nos corações de ratos infartados células musculares cardíacas - chamadas cardiomiócitos - produzidas a partir de células-tronco.

As células-tronco são células imaturas, capazes de se transformar em outros tipos de células que compõem tecidos e órgãos.

Segundo os pesquisadores, até agora os estudos vinham enfrentando dificuldades para levar as células-tronco a se transformarem em cardiomiócitos.

Além disso, mesmo quando se conseguia produzir cardiomiócitos, a incidência de morte dessas células após o implante no coração era alta.

A nova técnica, publicada em artigo na revista científica Nature Biotechnology, permitiu aos pesquisadores produzir um grande número de cardiomiócitos a partir de células-tronco e sua implantação com sucesso graças ao uso de um coquetel de substâncias que reduziram a morte dessas células.

As células foram implantadas em corações de ratos quatro dias após ataques cardíacos e ajudaram a reconstruir os tecidos danificados do órgão e a melhorar a função cardíaca dos animais.

Segundo os pesquisadores, o sucesso do estudo dá esperanças de repetir o resultado em humanos. Eles estimam que os testes da técnica em seres humanos poderiam começar em dois anos. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.


Baleia chama atenção de banhistas no Recreio
G1-Globo online | 27/8/2007 15:00:19

Uma baleia chamou a a atenção dos banhistas que aproveitaram o dia de sol na Praia do Recreio, na Zona Oeste do Rio, na tarde deste domingo (24). Ela nadou entre os postos 9 e 10.

Um barco dos bombeiros do grupamento marítimo acompanhou os movimentos do animal para evitar que banhistas se aproximassem.

A baleia esteve em outros pontos do litoral da cidade. Depois do passeio pelo Recreio dos Bandeirantes, ela ficou a cerca de 150 metros da areia, entre os postos 7 e 8, na Praia da Barra da Tijuca, também na Zona Oeste. Nenhum barco se aproximou.

No fim da tarde do domingo (26), a assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros informou que a baleia é da espécie franca e teria entre 8 e 10 metros. Aparentemente, ela já se afastou para alto mar.



PM apreende até cobra à venda em Caxias
G1-Globo online | 27/8/2007 15:01:11

Policiais recolheram 292 animais silvestres. Treze pessoas foram detidas e encaminhadas à 62ª DP (Imbariê).
Até uma cobra estava sendo vendida ilegalmente numa feira no centro do município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Policiais militares do Batalhão Florestal apreenderam o réptil, dois micos, dois jabutis, junto com outros 287 animais silvestres durante operação no local.
A chegada dos policiais, motivada por um disque-denúncia, fez com que diversos comerciantes de animais fugissem, mas 13 foram detidos, e encaminhados para a 62ª DP (Imbariê) para prestar depoimento. Eles vão responder em liberdade pelo crime de manter animais silvestres em cativeiro sem ter autorização do Ibama.

Os bichos apreendidos vão ser encaminhados ao Zoológico de Niterói, segundo a PM.

No sábado (25), os PMs do Batalhão Florestal apreenderam 138 pássaros numa feira em Honório Gurgel, no subúrbio do Rio.

Policiais militares do Batalhão Florestal apreenderam 138 pássaros numa feira em Honório Gurgel, no subúrbio do Rio. Segundo policiais, havia dois filhotes de tucano e duas arapongas entre os animais silvestres.

Cinco suspeitos de serem os vendedores dos pássaros foram detidos para prestar depoimento na 40ªDP (Honório Gurgel), mas vão responder em liberdade ao crime de manter em cativeiro animais silvestres sem autorização do Ibama, de acordo com um policial civil. Após o depoimento, os suspeitos foram liberados.

Um disque-denúncia motivou os policiais a realizar a operação, segundo a polícia.

Os pássaros apreendidos vão ser encaminhados para o Centro de Triagem do Ibama, em Seropédica. Se estiverem bem, serão devolvidos aos seus habitats naturais.



Brasil entra em alerta contra surto de rubéola
G1-Globo online | 27/8/2007 15:01:45

País registra mais de 1.500 casos da doença, sendo 80% em homens. RJ é o estado com maior número de infectados, seguido por CE e RS.
Uma doença que poderia estar erradicada volta a assustar o país. Segundo o Ministério da Saúde, nove estados e o Distrito Federal registram surto de rubéola. As secretarias estão em estado de alerta para a detecção de casos da doença. A vacinação é a única forma de combate, segundo o ministério.

Somente em 2007, foram confirmados 1.587 casos. O estado com maior número de registros é o Rio de Janeiro, onde 1.051 casos já foram confirmados. Em seguida, vem o Ceará, com 135; e o Rio Grande do Sul, com 126. São Paulo tem 107 casos; Minas Gerais, 68; Distrito Federal, 30; Espírito Santo, 27; Paraíba, 28; Goiás,12; e Santa Catarina, com 3; completam a lista dos estados que contabilizam pacientes.
O número de ocorrências da doença no Brasil vinha caindo de maneira significativa desde 1997, quando foram registrados 32.825 casos, segundo o Ministério da Saúde. Em 2005, o número chegou a 351, mas no ano passado um novo surto foi detectado. "Desde junho de 2006 começamos a observar o início deste atual surto", diz Ricardo Pio Marins, coordenador geral de doenças transmissíveis do Ministério da Saúde.

"O surto é gerado por meio de cadeia de transmissão. Os casos são correlacionados", explica Marins. "80% dos casos ocorrem entre homens", afirma Marins. A maioria entre aqueles com 20 a 29 anos. Pessoas nesta faixa etária não receberam dose da vacina tríplice viral, que protege contra rubéola, sarampo e caxumba. Essa vacina só começou a fazer parte do calendário em 1992. O primeiro estado a implantá-la foi São Paulo.

A maior preocupação é com a síndrome de rubéola congênita, em que a gestante não vacinada pode adquirir e transmitir ao feto. "A criança pode nascer com complicações resultantes da infecção da rubéola, como catarata, surdez, problemas cardíacos ou neurológicos", afirma a médica Sandra Campos, professora de pediatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Segundo Sandra, 40% das mulheres que contraem a doença nos três primeiros meses de gravidez têm filhos com algum tipo de complicação.

Os sintomas gerais são leves, como mal-estar, febre e manifestação catarral das vias respiratórias superiores. Depois destes, costuma surgir a erupção na pele, de coloração avermelhada. "A rubéola faz parte das doenças exantemáticas e, como a catapora e o sarampo, provoca manifestações na pele", afirma Sandra.



Praia do Sossego terá limites definidos e fiscalização permanente
O Fluminense | 27/8/2007 15:02:21

Uma das mais belas áreas de preservação ambiental de Niterói está passando por um processo de delimitação. A Praia do Sossego, que fica entre Camboinhas e Piratininga, na Região Oceânica, vai ganhar, nos próximos meses, marcos físicos para definir os limites do parque ecológico. Um Plano Diretor com regulamentações para o uso da área também está sendo planejado pelo Governo Municipal. Além disso, um esquema de fiscalização permanente será montado para garantir a preservação total da região.

Segundo o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Niterói, Jefferson Martins, a Praia do Sossego foi tombada em 1991 e em 2002 alcançou a categoria de Monumento Natural, através de uma lei municipal. Apesar dos títulos, o parque não possui regulamentações práticas de uso da área. Para garantir as normas de preservação dos cerca de 600 metros de extensão da praia, a Prefeitura está realizando um Plano de Manejo para a região, onde serão definidas a regularização fundiária de edificações existentes na área, a manutenção ou não de construções e as normas de fiscalização.

"Estamos tentando agilizar as burocracias necessárias para normatizar as ações na região. O parque é uma área de proteção ambiental e não podemos deixá-lo sem regras. Os marcos físicos serão essenciais para mostrar à população a real extensão da Praia do Sossego e a importância de sua conservação", disse o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.


Limite – A meta do governo municipal é iniciar ainda esse ano a delimitação física da Praia do Sossego. Para isso, vão ser instalados 50 marcos, doados pelos organizadores do Niterói Folia, em contrapartida pela realização do evento. De acordo com Martins, o objetivo é iniciar a demarcação ainda esse ano. O projeto acontece em parceria com a Secretaria Regional de Piratininga.

"Estamos dando passos importantes para o desenvolvimento das políticas ambientais na cidade, e em especial, na Região Oceânica. Queremos ampliar ainda mais esses planos de preservação ecológica, já que estamos na zona mais verde da cidade", disse o secretário regional de Piratininga, Pedro Maciel.

Área precisa de recuperação vegetal

A iniciativa municipal de regulamentar o uso da Praia do Sossego será muito benéfica para a região, de acordo com o professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Cláudio Bohrer. Mas ele ressalta que o projeto precisa ser acompanhado de um plano de recuperação da vegetação local.

"A unidade de preservação só existia no papel e não havia diretrizes para ordenar o funcionamento da área, que está entre duas grandes praias niteroienses. A medida da Prefeitura é louvável, mas não pode se restringir à limitação física do parque e nem às questões fundiárias. É fundamental que seja criado um programa de recuperação da vegetação local, que hoje está sendo prejudicada por plantas invasoras ou mesmo por edificações", comentou o professor.

Segundo Bohrer, a recomposição da mata local vai contribuir para um projeto maior, que é o de preservação do Parque da Serra da Tiririca, localizada entre os municípios de Niterói e Maricá, e o Morro das Andorinhas, que fica entre Itaipu e Itacoatiara.

"Com um plano paisagístico, a Praia do Sossego vai poder voltar às suas origens ecológicas. E essas medidas, com cuidado e regras, podem integrar ainda mais a população à natureza", ressaltou Cláudio Bohrer.

Na Praia do Sossego, a vegetação predominante é de restinga. Na área das pedras, também é possível encontrar espécies rupestres, como cactos, bromélias e orquídeas.


ONU diz que iniciativa contra mudança climática ganha força
Ambiente Brasil | 27/8/2007 15:03:03

A ONU afirma que o apoio a novas iniciativas de longo prazo para o combate ao aquecimento global vêm ganhando força e um encontro sobre o clima que começa nesta segunda-feira em Viena pode ser 'um teste crucial'.

Cerca de mil representantes de mais de cem países vão tomar parte das negociações entre 27 e 31 de agosto. Buscarão um consenso entre nações industrializadas que se comprometeram a um limite de emissões até 2012 no Protocolo de Kyoto e outras que não aderiram, lideradas pelos EUA e a China, os dois maiores poluidores da atmosfera.

- O apoio está crescendo para uma ação global - disse Yvo de Boer, principal diplomata da ONU na questão da mudança climática. - E Viena será crucial.

- A próxima semana nos indicará se a comunidade política está disposta a ultrapassar os lugares-comuns bem intencionados e adotar negociações verdadeiras - declarou.

- A luta contra a mudança climática precisa ser expandida - disse o ministro do Meio Ambiente austríaco, Josef Proell, elogiando a disposição dos EUA em tomar parte de um acordo de longo prazo da ONU para reduzir as emissões de combustíveis fósseis.

Os participantes do encontro vão tentar romper um impasse diplomático para permitir que os ministros do Meio Ambiente cheguem a um acordo em dezembro em Bali, na Indonésia, que permitiria o lançamento de negociações formais por dois anos para definir cortes nas emissões de gases causadores do efeito estufa.

As chances de um acordo em Bali aumentaram após relatórios da ONU este ano terem culpado as atividades humanas, lideradas pelo consumo de combustíveis fósseis, pelas mudanças climáticas que podem trazer ainda mais graves ondas de calor, secas, erosão, degelo de geleiras e o aumento do nível dos oceanos.

O presidente George W. Bush, que se opõe ao Protocolo de Kyoto, concordou com seus aliados industriais em junho sobre a necessidade de 'cortes substanciais' nas emissões de gases-estufa. Ainda não está claro o que significa 'substanciais' para Washington.



Polícia Ambiental de SP apreende palmito vendido por falsos índios
Ambiente Brasil | 27/8/2007 15:04:34

A Polícia Ambiental apreendeu neste sábado, 25, 168 unidades de palmito "in natura" em uma feira no centro de Peruíbe, na Baixada Santista (SP). Dois homens que se apresentavam como índios foram autuados e o produto foi encaminhado para doação.

De acordo com o porta-voz da polícia, tenente Marcelo Robis Francisco Nassaro, o palmito era comercializado por Davi Honório Cardoso e Matheus Honório Cardoso, que embora tenham origens indígenas, segundo a avaliação dos policiais que registraram a ocorrência, não se enquadravam no perfil de índio protegido pela lei.

"A lei permite que os índios que não estão inseridos na sociedade utilizem os recursos do meio ambiente para sua subsistência, mas não é considerado índio aqueles que estão no ambiente urbano, têm CNH e casa na cidade e usam os recursos comercialmente", explicou o tenente.

A venda de palmito extraído de palmeiras nativas é ilegal, porém não cabe flagrante ao crime. As providências legais para a ocorrência são o registro de uma infração ambiental, para fins administrativos, e um termo circunstanciado para o Ministério Público apurar e tomar as providências penais necessárias.



Embrapa avaliará impacto ambiental de biocombustível
Power Energética/ Valor Econômico | 27/8/2007 15:05:58

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) anuncia, em setembro, a criação do primeiro mecanismo para avaliar impactos ambientais dos biocombustíveis e a instituição de um sistema global de certificação da produção que deve resultar na fundação de um selo internacional de qualidade ambiental.
Acusados de induzir o desmatamento e de desrespeitar direitos trabalhistas básicos, os combustíveis à base de produtos agrícolas passarão a ter um sistema de indicadores de sustentabilidade específicos para gestão ambiental e certificação da produção. Matéria-prima para o biodiesel, o dendê será o primeiro a obter a chamada "eco-certificação", uma parceria da Embrapa Labex Europa com o francês Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica (Cirad), sediados em Montpellier, na França. Uma agência européia de fomento à pesquisa já ofereceu 260 mil euros para financiar a execução das primeiras ações.

Autor do projeto, o pesquisador Geraldo Stachetti Rodrigues informa que o dendê será o primeiro a ter estudos de certificação porque a Embrapa domina o processo de produção da oleaginosa e por ser mais cultivado na Amazônia, região vista como essencial pelo governo para a conservação e integração agroflorestal. Além disso, o dendê envolve diversas unidades da Embrapa dedicadas à agroenergia.

As avaliações de impacto incluirão indicadores como distribuição de renda, qualidade do emprego, segurança e saúde no trabalho, além de acesso à educação, serviços básicos, esporte e lazer. A análise será estendida a padrões de consumo, conservação dos habitats e do patrimônio histórico e artístico, entre outros. São verificados 62 itens integrados em cinco dimensões, como ecologia (reserva legal), qualidade ambiental (atmosfera, água e solo), valores sociais, culturais e econômicos, além de gestão e administração. "São mudanças nesses indicadores que afetam o desenvolvimento local e a qualidade de vida nas comunidades. Com eles, podemos estabelecer a conexão entre avaliação de impacto e gestão sustentável, passível de certificação", afirma.

Para o pesquisador, a certificação ambiental ajudará o setor privado na qualificação e no desempenho produtivo, como o acesso a mercados exigentes da Europa, Japão e EUA. Também auxiliará o setor público a efetuar ações para reparar impactos, promover o desenvolvimento local sustentável e acompanhar os requisitos de certificação.

No Uruguai, o sistema já está em uso. Foi adaptado como instrumento de política pública em um projeto de pecuária extensiva e horticultura dentro do programa de desenvolvimento tecnológico do Cone Sul (Procisur), financiado pelo Banco Mundial e o Global Environmental Facility (GEF).



Amazônia pede socorro
Ambiente Brasil | 27/8/2007 15:06:32

O aventureiro Gerard Moss registra uma cena impressionante que documenta a destruição da floresta para a expansão da agricultura.

Parece um cogumelo atômico em plena floresta Amazônica, no norte de Mato Grosso. É uma queimada, que libera gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento da Terra.

É para lá que vai o explorador ambiental Gérard Moss. Ele quer filmar a destruição de perto.

Gérard, a mulher Margie e um grupo de cientistas brasileiros estão envolvidos no projeto "Rios Voadores". Eles pretendem comprovar a teoria de que a floresta Amazônica é responsável por grande parte da chuva que cai em quase todo o Brasil.

"É claro que os dados científicos desse projeto são importantes. Mas igualmente importantes são os depoimentos das pessoas que vivem nessas regiões amazônicas", diz Gerard.

"Na época em que nós viemos chovia, às vezes, 19, 20 dias direto, sem abrir sol. Agora não, chove um pouco e já logo tem sol", conta Margie.

Um piloto diz que, antigamente, no inverno, só voava em Mato Grosso com auxílio de aparelhos, por causa das chuvas.

"Hoje não tem inverno mais. Hoje em dia são chuvas esparsas, chove aqui, chove acolá", conta o comandante Martinelli.

Menos floresta, menos chuva. As plantações, principalmente de soja, invadem a mata.

O avião de Gérard agora está bem perto da coluna de fumaça. Ao redor, uma área imensa repleta de vegetação calcinada.

Gérard caminha entre os troncos, alguns ainda em chamas. Horas atrás, isso era uma floresta.

Gérard está fazendo coleta de água da chuva e dos rios. Assim, será possível determinar, com precisão, a origem da chuva que cai nas regiões centro-oeste, leste e sul do Brasil.

Saber se a chuva realmente chega a essas regiões graças aos Rios Voadores - o vapor de água liberado pela floresta Amazônica.

O aviador está chegando agora à aldeia Yawalapiti, no Alto Xingu, Mato Grosso, para encontrar seu amigo, o cacique Aritana.

O cacique também se queixa do desmatamento em Mato Grosso e da diminuição das chuvas.

"O tempo da chuva chegava certinho, mas agora não tem mais isso. Muito calor aqui", diz o cacique.

O governo tem anunciado a queda gradual do desmatamento na Amazônia: 27 mil quilômetros quadrados em 2004; 18 mil quilômetros quadrados em 2005; e 14 mil quilômetros quadrados em 2006.

Boa notícia. Mas ainda assim, é muita devastação. É preciso atingir, com urgência, o desmatamento zero e, depois, o reflorestamento.

"A mata não pode mais ser derrubada. Tem que ser replantada. Tem que existir uma outra maneira da humanidade sobreviver não derrubando mata", diz Margie.




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Enviado em 27/8/2007 15:06:55

News Letter do CRBio-2 de 27/8/2007 14:47:42

News Letter do CRBio-2


O Massacre dos Botos no Amapá
Por Marcelo Szpilman | 27/8/2007 14:47:10

Em mais um flagrante desrespeito à Natureza, vemos a ganância humana sobrepujando a dignidade. Mais uma vez constatamos que quando há falta de educação e de bom-senso não se pode ter consciência ambiental. A crueldade e a covardia perpetradas contra os animais, algo inadmissível nos tempos atuais, continuam a ocorrer ao redor do mundo e no Brasil.

Em julho, o Fantástico, da Rede Globo, mostrou cenas chocantes de pescadores no litoral do Amapá capturando 83 botos, mortos após terem seus olhos e dentes arrancados. Se a motivação para a captura dos botos fosse o consumo da carne, ainda que altamente discutível e desnecessário, faria algum sentido, mas não foi por isso. Foi pela tradição e pela crença de que os olhos e os dentes dos botos e golfinhos são "amuletos" com poderes especiais.

É a antiga e imbecil crendice popular motivando a morte de animais para a obtenção de partes de seu corpo para produzir produtos cujos benefícios apregoados não têm qualquer fundamento antropológico, social ou científico válido e comprovado. Gananciosamente, mata-se o animal para obter uma parte valiosa e muito rentável de seu corpo, descartando-se todo o resto.

São aberrações predatórias e criminosas que demonstram o total desprezo pela vida de outro ser vivo. É a mesma crendice que gera a caça para obtenção das barbatanas dos tubarões, pênis de tigres, patas de gorilas, olhos de primatas e chifres de rinocerontes. Supostos efeitos curadores ou afrodisíacos geram perseguições e práticas pertubadoras insustentáveis que tendem a levar essas espécies à extinção.

Recebi essa semana um e-mail denunciando um documentário que mostrava um facão em formato de roda cortando os pés de cavalos vivos. Não é muito diferente das raposas, na Rússia, e das focas, no Canadá, escorchadas ainda vivas ou dos tubarões que têm suas nadadeiras extirpadas e são devolvidos vivos ao mar. Independente da questão moral-econômica-ecológica, as imagens sangrentas depõem contra qualquer argumento plausível a favor da matança onde a crueldade é absolutamente desnecessária.

Como advertiu o filósofo inglês Edmund Burke (1729-1797): "A única coisa necessária para que o mal triunfe é que os bons homens nada façam".

Não se cale diante das atrocidades contra os animais! Proteste!

Dê seu apoio às causas ambientais e aos projetos ecológicos!

Instituto Ecológico Aqualung
Rua do Russel, 300 / 401, Glória, Rio de Janeiro, RJ. 22210-010
Tels: (21) 2558-3428 ou 2558-3429 ou 2556-5030
Fax: (21) 2556-6006 ou 2556-6021
E-mail: instaqua@uol.com.br
Site: http://www.institutoaqualung.com.br



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Enviado em 27/8/2007 14:47:42

Biologos nas Analises Clinicas

1 - As notícias veiculadas por alguns meios de comunicação acerca da impossibilidade de atuação do profissional Biólogo na área das Análises Clínicas não condizem com a realidade sendo, pois, infundadas e inverídicas.
2 – Inexiste ação judicial transitada em julgado que vede a atuação do Biólogo na área das Análises Clinicas, muito pelo contrario, a sentença do processo nº 93.3109-0 que tramitou perante a 6ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco, e já transitada em julgado desde agosto de 1995, assim garante:
“...Retrata a lide, a se ver, a disputa pelo mercado de trabalho, ou seja, pelo espaço profissional, que é um sub-espaço vital e, se não tem contornos ecológicos, tem-nos, induvidosamente, econômicos.
A biologia, como estudo da vida, é a ciência mater cujos ramos científicos - Histologia, Citologia, Genética, Anatomia, Antropologia, Taxonomia, Fisiologia, Geratologia, Botânica, Zoologia, Ecologia, etc. - bem como os respectivos sub-ramos, são aplicados, ora, exclusivamente; ora, concorrentemente, por técnicos diversos, como naturalistas, biólogos, ou biomédicos, médicos veterinários, botânicos, zootecnistas, segundo as suas especializações técnico universitárias e de acordo com as normatizações profissionais respectivas.
Nada impede que técnicos de áreas afins concorram salutarmente em determinados campos às suas capacitações profissionais, como veterinários e zootecnistas, médicos e enfermeiros, agrônomos e botânicos, etc..
Há uma zona “gris” entre profissões distintas, que em vez de ficar centrifugamente desguarnecidas, deve ser centripetamente preenchida por tais profissionais, e assim, ao invés de excluírem, concorrerem para suprir a carência social.
Aliás, o próprio Autor reconhece a existência de outros profissionais universitários, que não biomédicos, “com capacidade de análise clínica, tais como farmacêutico e o próprio médico”, afigurando-se, assim, a pretensão de exclusão dos biólogos, em uma birra umbelical, posto serem estes profissionais, histórica e curricularmente, muito mais ligados às suas atividades...
Ademais, quer pela portaria revogada, baixada pelo Réu, quer pela Resolução revogadora, do Conselho Federal de Biologia, os biólogos e naturalistas para fazerem jus à habilitação em análises clínicas necessitam comprovar terem cursado em nível de graduação, ou pós-graduação, as matérias específicas de tal especialidade, enumeradas nos diplomas referidos .
Ora, as próprias universidades permitem a graduados matricularem-se em cursos da mesma área com abatimento dos créditos de cadeiras já cursadas.
Seria, pois, incoerente que o profissional biólogo que, além de ter cursado as cadeiras comuns, tenha também cursado as matérias específicas, seja tolhido no exercício da profissão para a qual se capacitou, apenas devido à denominação do seu curso.
Em suma, tanto o biólogo, quanto o biomédico, concorrem com igual capacitação para elaboração de análises clínico-laboratoriais, ainda que a competência para a fiscalização do trabalho profissional esteja afeta a conselhos profissionais diversos, cabendo, no primeiro caso, ao Réu e, no segundo, ao Autor”.(GRIFO NOSSO)
3 – Desta forma, o profissional Biólogo está legalmente habilitado a atuar na área das Análises Clinicas de acordo com a Resolução nº 12/1993 do Egrégio Conselho Federal de Biologia em consonância com o poder regulamentar a ele atribuído pelo disposto no inciso II do artigo 10 da Lei nº 6.684/79 c/c o artigo 1º da Lei nº 7.017/83 e ainda do inciso III do artigo 11 do Decreto nº 88.438/83.
São Paulo, 03 de agosto de 2007.
PRESIDENTES DOS CONSELHOS REGIONAIS DE BIOLOGIA

texto retirado do site do CRBio-04

News Letter do CRBio-2 de 16/8/2007 16:36:17

News Letter do CRBio-2


XVI ENBIO - Participe!
CRBio-02 | 16/8/2007 16:36:03

Participe do XVI ENBIO 2007!

dias 4 e 5 de setembro no auditório da FIRJAN, Rua mariz e Barros, nº 678 - Tijuca - rio de Janeiro/RJ.

Mais informações acesse http://www.crbio2.org.br/Enbioxvi/




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Enviado em 16/8/2007 16:36:17

Agenda CRBio4 - Agosto

VII Semana Científica da BiologiaUniversidade Federal do Tocantins
Local: Porto Nacional, TO
Período: 27 a 31 de agosto de 2007
Maiores informações, clique aqui

Gerenciando Ambientes de Saúde: Higienização, Resíduos, Biossegurança, Prevenção e Controle de InfecçãoHospital das Clinicas/UFMG
Período: 04, 11, 18 e 25/08/2007
Inscrições e demais informações, clique aqui, ou pelo telefone: (31) 3248-9993 e 3248-9471

Curso Teórico-Prático de Purificação e Análise de ProteínasInstituto de Ciências Biológicas da UFMG
Período: 06 a 10 de agosto e 22 a 26 de outubroInscrições e demais informações, clique aqui, ou pelo telefone: (31) 3499.4220

Curso de Formação em Perícia Ambiental
Curso de Qualidade, Saúde Ocupacional, Meio Ambiente e Segurança Operacional
Curso de Recuperação de Áreas Degradadas
Curso de Gestão de Resíduos de Serviços de Saúde
Curso de Gestão Ambiental de Recursos Hídricos
Curso de Gerência de Projetos Sócio-Ambientais
Curso de Preparação de Consultores e Gestores para Implantação de SGA
Curso de Noções Básicas de Gestão de Resíduos de Serviços de Saúde
Local: Instituto Ecológico Aqualung - Rio de JaneiroMaiores informações, clique aqui

Atividades de Educação Ambiental
Secretaria Municipal Adjunta de Meio Ambiente de Belo Horizonte
Oficinas, Visitas Orientadas e Palestras
Período: Durante todo o mês de agosto/2007
Inscrições a partir de 01/08/2007 pelo (31) 3277-5199
Receba a programação das atividades.
Solicite pelo correio eletrônico: geeda@pbh.gov.br

XIII ENBIOAnápolis-GO
Período: 13 a 17 de agosto de 2007
Informações: http://www.13enbio.ueg.br/

II ENCONTRO NACIONAL DE ENSINO DE BIOLOGIAI ENCONTRO REGIONAL DE ENSINO DE BIOLOGIA DA REGIONAL 04 (MG/TO/GO/DF)
Informações: http://www.sbenbio.org.br/enebio/

VII CONGRESSO BRASILEIRO DE BIOÉTICA
DATA: 27 de Agosto a 1° de Setembro
Inscrição e Informações0800-178585
www.bioeticasp.org.brwww.sbbioetica.org.brcongresso2007@bioeticasp.org.br