Social Bar

e-Bio nº 28


28 de setembro de 2007 – nº 28

Concurso para Docentes

A Universidade Federal do ABC (SP) divulgou edital de concurso para contratação de professores adjuntos. Há duas vagas para a área de Biologia Celular e Molecular. O regime de trabalho será de 40 horas semanais com dedicação exclusiva e a remuneração inicial é de R$5.549,41. As etapas de avaliação incluem prova específica eliminatória, análise de currículo, defesa de projeto de pesquisa e prova didática. Para investir no cargo, os candidatos devem ter título de doutor com validade nacional. As inscrições vão até 25 de outubro e devem ser realizadas pessoalmente ou via Sedex. A taxa é de R$100,00. O edital e o modelo de ofício para solicitação de inscrição estão em www.ufabc.edu.br .


Curso de Ecologia Quantitativa

O Instituto de Pesquisas Ecológicas – IPÊ (SP) irá realizar de 31 de outubro a 4 de novembro o "IX Curso de Ecologia Quantitativa (Bioestatística) aplicada à Biologia da Conservação", direcionado a profissionais da área ambiental que desenvolvem pesquisa em campo e alunos envolvidos em programas de mestrado ou doutorado. A carga horária é de 38 horas e o investimento é de R$765,00 à vista. Programação e inscrições: www.ipe.org.br ou (11) 4597-1327 / (11) 9981-2601 (entre 9 e 16 horas).


Uso de animais em experimentação científica

Em maio deste ano, os presidentes das quatorze sociedades brasileiras da área de Zoologia reuniram-se no Ministério da Ciência e Tecnologia, no chamado "Fórum das Sociedades Científicas da Área de Zoologia", no qual foi promulgada a Carta de Brasília, sobre a criação do fórum e seus objetivos. Em setembro, durante reunião realizada na Universidade Federal do Paraná, foram elaborados dois documentos que solicitam atenção quanto à liberação de licenças via Sisbio – Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade, e o aprimoramento do PL 1.153/95, que estabelece procedimentos para o uso científico de animais. A Carta de Brasília e os dois documentos podem ser lidos na íntegra na seção Novidades do site do CRBio-04: www.crbio4.org.br .


Atividades de Educação Ambiental em Outubro

A Secretaria Municipal Adjunta de Meio Ambiente de Belo Horizonte (MG) já divulgou a programação das atividades de educação ambiental do mês de outubro. As inscrições podem ser feitas a partir do dia 1º de outubro, pelo telefone (31) 3277-5199. As atividades envolvem oficinas, visitas orientadas e palestra "Aquecimento Global: conceito, problemas e soluções". Caso deseje, solicite a programação pelo geeda@pbh.gov.br .


Ecologia e Conservação da Mata Atlântica

O Grupo Brasil Verde – GBV está fechando a turma para o curso de campo "Ecologia e Conservação da Mata Atlântica", que será realizado de 18 a 27 de janeiro, durante expedição Mata Atlântica, no Paraná. O objetivo do curso é discutir diferentes estratégias de conservação da Mata Atlântica, visitando lugares onde a preocupação com o tema é constante. Interessados podem obter mais informações pelo www.grupobrasilverde.org ou entrar em contato pelos e-mails majela@grupobrasilverde.org ou andersonpedrosa@grupobrasilverde.org .

Assessoria de Comunicação CRBio-04

Se você não desejar mais receber este informativo, envie um e-mail de cancelamento para ascom@crbio4.org.br.

Agenda CRBio4 - Outubro 2007

OUTUBRO

7ª Conferência Latino-Americana sobre Meio Ambiente e Responsabilidade Social - ECOLATINA 2007
Local: Minascentro, em Belo Horizonte/MG
Período: 16 a 19 de outubro
Programação: 7 Seminários, 7 Fóruns, 9 Cursos, 4 Workshops e o 3º Encontro Técnico Científico
Maiores informações, clique aqui

Curso de Ferramentas de Facilitação
Instituto de Pesquisas Ecológicas - IPE
Período: 04 a 08 de outubro
Inscrições e demais informações, clique aqui

Curso de Segurança em Laboratório
Instituto de Ciências Biológicas da UFMG
Período: 15 a 19 de outubro
Inscrições e demais informações, clique aqui, ou pelo telefone: (31) 3499.4220

24º Congresso Brasileiro de Microbiologia
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães - Brasília/DF
Período: 02 a 06 de outubro
Confira a programação e informações aqui

e-Bio nº 27


21 de setembro de 2007 – nº 27

Atualização de dados

A fim de atualizar os nossos contatos, pedimos a todos os Biólogos que recebem o e-Bio e que não residam em Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás e Tocantins, que enviem um e-mail para ascom@crbio4.org.br com o estado a que pertencem.


Curso Produção de Soro Antiofídico

Nos dias 29 e 30 de setembro acontecerá o curso "Produção de Soro Antiofídico", ministrado pelo chefe do Serviço de Fazenda Experimental São Judas Tadeu – FUNED. O curso será realizado no Centro Universitário UNA – Campus Aimorés e no domingo haverá uma visita à fazenda Experimental São Judas Tadeu. O valor do curso é R$70,00 e as vagas são limitadas a 46 pessoas. Informações e inscrições pelo site www.mundoreptil.com.br ou com Breno Damasceno pelo (31) 9162-2020


Concurso Prefeitura de Cuiabá

Estão abertas as inscrições para o Concurso Público da Prefeitura Municipal de Cuiabá (MT) até o dia 30 de setembro. Há cinco vagas para o cargo de Especialista em Saúde – Biólogo, sendo que uma é reservada aos portadores de necessidades especiais. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais e o salário é de R$1.064,00 e gratificações de desempenho. A taxa de inscrição é de R$73,00 e deve ser paga até dia 1º de outubro. Edital, inscrições e demais informações pelo site www.ufmt.br.


Ferramentas de Facilitação

O Instituto de Pesquisas Ecológicas – IPÊ está com inscrições abertas para o curso de "Ferramentas de Facilitação", direcionado a profissionais da conservação, interessados em conhecer técnicas de facilitação e aprender mais sobre o processo de planejamento e condução dos workshops para aumentar a efetividade dos encontros realizados. O curso será ministrado em inglês e acontecerá de 05 a 08 de outubro, na sede do IPÊ em Nazaré Paulista (SP). O investimento é de R$600,00 à vista. Programação e inscrições: www.ipe.org.br ou (11) 4597-1327 / (11) 9981-2601 (entre 9 e 16 horas).

Assessoria de Comunicação CRBio-04

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News Letter do CRBio-2 de 18/9/2007 17:55:46

News Letter do CRBio-2


  Museus terão eventos sobre meio ambiente
Globo online | 18/9/2007 17:42:10

RIO - Para marcar a chegada da primavera, a Secretaria estadual de Cultura vai oferecer ao público, na segunda quinzena do mês, uma série de atividades gratuitas: shows, concertos, palestras e exposições nos museus e espaços culturais da rede estadual. Os eventos fazem parte do projeto Primavera nos museus.

A programação começa na Casa Oliveira Vianna nesta terça-feira, às 16h, com apresentação do grupo Pedra Liste. O conjunto, composto por flauta, violão, viola brasileira, violoncelo, bandolim e percussão, vai apresentar concerto de música brasileira com composições de Villa-Lobos, Guerra-Peixe, Edu Lobo, entre outros.

O Museu Antônio Parreiras (MAP) lança, no sábado, às 15h, um projeto de educação ambiental, em parceria com a Organização Prima - Mata Atlântica e Sustentabilidade. O museu vai receber o selo Prima Carbono Neutralizado, tornando-se o primeiro museu neutro em carbono do país. A área arborizada do museu possui 5 mil m² entre jardins e matas.

Seguindo essa linha, às 15h30m, o MAP realiza o seminário "Museu e Responsabilidade Ambiental", com o coordenador da Prima, Ricardo Harduim e a historiadora Valéria Salgueiro. Nos dias 22 e 23, das 14h às 17h, haverá a exposição sobre germinação do Movimento Ambiental Escolar do Colégio Aurelino Leal, além de uma mostra dos projetos ambientais desenvolvidos pelo Sesc Niterói. O museu oferece, ainda, durante todo o mês de setembro, a oficina "Por que se esconde a árvore?", com atividades de pintura, desenho e paisagismo desenvolvidas ao ar livre, sempre das 10h às 12h ou das 14h às 17h.

Também no sábado, o Museu Carmen Miranda exibirá, às 14h, um documentário sobre aquecimento global e preservação do meio ambiente. Já a Casa de Casimiro de Abreu realiza no mesmo dia, às 17h, sarau com músicas e poesias sobre Meio Ambiente e às 19h, exibe o filme: "Espelho D''''água", de Marcus Vinicius Cezar e produção de Carla Camurati. No dia seguinte, às 9h, haverá um passeio de barco pelo Rio São João, com palestra de um técnico da Secretaria de Meio Ambiente.

Encerrando a programação, o Museu do Primeiro Reinado recebe na quarta-feira da semana que vem, dia 26, às 12h30m, o Coral da Petrobras que fará concerto nos jardins do MIR.

Museus de todo o país já garantiram participação. A programação conta com 874 eventos, em 305 instituições.

Confira os endereços

Casa de Oliveira Vianna: Alameda São Boaventura, 41 - Fonseca - Niterói. Tel. 2625-4364/2299-9579

Museu Antônio Parreiras: Rua Tiradentes, 47 - Ingá - Niterói. Tel. 2299-9578

Museu Carmen Miranda: Av. Rui Barbosa s/nº (em frente ao número 560) - Parque Flamengo. Tel. 2299-5586

Museu do Primeiro Reinado: Av. Pedro II, 293 - São Cristóvão. Tel. 2299-2148/4950

Casa de Casimiro de Abreu: Praça das Primaveras s/nº - Barra da São João. Tel. 2299-9824



  Fiocruz reúne cientistas, jornalistas e divulgadores científicos para debater mudanças climáticas
FioCruz | 18/9/2007 17:42:37

Elevação do nível do mar, desertificação de diferentes áreas nos cinco continentes, furacões mais intensos, derretimento de geleiras, enchentes e secas cada vez mais intensas, aumento da temperatura média do planeta, risco de extinção de diferentes espécies animais e vegetais, perspectiva de falta de alimentos e escassez de água – eis alguns dos efeitos das mudanças climáticas que cada vez mais têm mobilizado cientistas, ambientalistas, governos e organizações não-governamentais e atraído a atenção da imprensa. Na cobertura do tema, a imprensa tem contribuído para conscientizar a sociedade e estimular o debate público? Ou tem atuado com sensacionalismo, o que pode gerar medo e apatia na população? Em que medida a imprensa pode melhorar a abordagem que faz do tema?

Para discutir essas e outras questões – como o perfil da cobertura da mídia sobre o tema e formas de tornar a linguagem e os conceitos científicos mais atraentes e acessíveis ao público geral – a Fiocruz promove no dia 21 de setembro o workshop "Mudanças climáticas: como cobrir e divulgar o assunto?" O encontro contará com a participação de cientistas e jornalistas com grande destaque no cenário nacional e internacional na área de mudanças climáticas.

"O objetivo do workshop é oferecer informações confiáveis e dicas práticas a jornalistas, comunicadores e profissionais de diferentes segmentos que trabalham com divulgação científica sobre como cobrir temas relacionados à mudança climática e como estabelecer um diálogo com a sociedade neste assunto", diz Luisa Massarani, jornalista e pesquisadora da Fiocruz especializada em divulgação científica e organizadora do encontro.

Um dos convidados, o pesquisador Jose Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), dará dicas de questões que podem ser mais bem exploradas por jornalistas e divulgadores de ciência e fará uma avaliação da cobertura da imprensa no Brasil e no mundo. Ulisses Confalonieri, da Fiocruz, que integra o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) estabelecido pela Organização Meteorológica Mundial e outras agências das Nações Unidas, destacará informações essenciais relacionadas a mudanças climáticas e saúde que devem ser consideradas no diálogo com o público. Outro brasileiro que participará do debate, o jornalista Carlos Fioravanti, apresentará um estudo no qual compara a cobertura do jornal inglês The Independent e da Folha de S. Paulo.

Com mais de dez anos de experiência na área de divulgação científica, tendo escrito livros, artigos de jornais, revistas e sites, para adultos e crianças, o austrialiano Simon Torok irá discutir formas de preparar textos mais interessantes sobre mudanças climáticas. Já o inglês Mike Shanahan, assessor de imprensa do Instituto Internacional para Ambiente e Desenvolvimento do Reino Unido, abordará o trabalho da mídia e a agenda internacional, destacando a necessidade da imprensa oferecer maior inserção às vulnerabilidades socioeconômicas dos países em desenvolvimento.

O evento, gratuito, terá tradução simultânea. Não há necessidade de inscrição. O workshop será transmitido pela internet no endereço www.museudavida.fiocruz.br/clima.htm . Internautas poderão interagir com os palestrantes através do envio em tempo real de perguntas e comentários.

Serviço

Data: 21 de setembro
Hora: 10h
Local: Tenda do "Ciência em Cena", Campus da Fiocruz (Avenida Brasil, 4365 – Manguinhos, Rio de Janeiro)

O workshop é organizado pelo Museu da Vida da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, com o apoio do Programa de Comunicação em Mudanças Climáticas da Embaixada do Reino Unido no Brasil.



  Brasil é 5º país que mais reduziu CFCs, diz ONU
Globo online | 18/9/2007 17:43:32

O Brasil é o quinto país que mais reduziu o consumo de CFCs (clorofluorcarbonos), substâncias que destroem a camada de ozônio, segundo um ranking compilado pela Divisão de Estatísticas das Nações Unidas.

Entre 1995 e 2005, o país cortou o uso dos CFCs, gases também conhecidos como freon, em 9.928 toneladas de Potencial Destruidor de Ozônio, unidade usada para medir os possíveis danos causados à camada que age como um escudo que protege o planeta contra as radiações solares.

O Brasil ficou atrás da China, que cortou 62.167 toneladas, dos Estados Unidos (34.033), do Japão (23.063) e da Rússia (20.641), numa lista de 172 países compilada pela ONU.

Os números mostram os progressos alcançados pelo Protocolo de Montreal, que comemorou 20 anos no último domingo.

O acordo foi assinado em 1987 por 191 países, entre eles o Brasil, que se comprometeram em reduzir o uso de CFC em extintores de incêndios, sprays e aerossóis, refrigeradores de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado.

Segundo as estatísticas da ONU, em 1995, o Brasil era o quinto país que mais usava esse tipo de gás (10.895 toneladas). Em 2005, era o 12º, com 967 toneladas, uma queda expressiva de 91,1%.

Os resultados, no entanto, foram maiores em outros países: 35 conseguiram zerar o uso dos CFCs, como o Japão, e 14 reduziram em mais de 92% (incluindo os Estados Unidos e a Rússia).

De acordo com números divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente, a tendência de queda se manteve no Brasil desde 2005: no ano passado, o país usou 479 toneladas de gases destruidores da camada de ozônio. E desde o início de 2007, o país não importa nem produz mais CFCs.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) é uma das quatro agências implementadoras de um fundo multilateral que administra um programa de cerca de US$ 500 milhões em mais de 100 países para reduzir a emissão de gases nocivos à camada de ozônio.

No Brasil, o PNUD já implantou, desde 1991, 157 projetos para auxiliar o governo brasileiro a cumprir as metas do Protocolo de Montreal.

"Entre eles, estão a eliminação de CFCs na produção de espumas e nos solventes industriais, além da doação de 350 máquinas que reciclam o gás em centrais instaladas em São Paulo e no Rio de Janeiro, evitando que seja lançado na atmosfera", afirmou Carlos Castro, Coordenador da Unidade de Meio-Ambiente e Desenvolvimento do PNUD.

Ainda de acordo com o PNUD, os 191 países signatários do Protocolo de Montreal eliminaram, conjuntamente, mais de 95% das substâncias que destroem a camada de ozônio e a expectativa é que, até 2075, ela retome seus níveis anteriores à década de 80.



  RJ tem 30 focos de incêndio nesta segunda
G1- Globo online | 18/9/2007 17:46:28

Numa das piores estiagens que o Rio de Janeiro já enfrentou, o Corpo dos Bombeiros sofre com a falta de educação ambiental das pessoas, segundo o Comandante do Grupamento Florestal, coronel Wanius de Amorim. Somente nesta segunda-feira (17), foram registrados 30 focos de incêndio até o início desta tarde. Dois deles atingem, há seis dias, a Área de Proteção Ambiental (APA) de Petrópolis e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no lado de Teresópolis, ambos na região serrana do Rio. Todos foram causados por humanos.

Nos últimos sete dias, cerca de 170 focos por dia foram combatidos. No mesmo período do ano passado, foram 70. A falta de consciência ambiental é apontada pelo coronel como responsável por 100% dos incêndios. Amorim não reconhece falta de estrutura da corporação, mas diz que mais equipamentos e aeronaves especiais para o combate aos focos ajudariam no trabalho.

"A nossa estrutura é muito boa, mas não há estrutura no mundo que não precise ser aperfeiçoada", diz ele, em resposta ao único avião que os bombeiros possuem e que está parado por falta de uma peça. Ele defende ainda que qualquer incêndio florestal é de difícil controle.

O coronel sonha numa mudança de comportamento do brasileiro, que culturalmente ateia fogo em tudo. "É a falta de consciência da sociedade de uma forma geral. O pessoal uso fogo pra tudo aqui no Brasil. No lixo, no plantio, em tudo. O que temos é uma prática diária de descaso de muitas pessoas. Quando o tempo está úmido, o fogo não se alastra, não se propaga. Agora que está seco, uma ponta de cigarro é o suficiente", adverte.

Para sugestões, reclamações e denúncias sobre agressões ao meio ambiente podem ser feitas através da Linha Verde (0800-61-8080). A ligação é gratuita de qualquer ponto do país.



Demora no atendimento
Responsável pelo grupamento que combate os focos de incêndio florestais no Rio, Wanius de Amorim acredita que o atendimento do Corpo dos Bombeiros é rápido e de boa qualidade.

"Você não consegue dar uma resposta imediata para centenas de focos que acontecem imediatamente. Muitas vezes os bombeiros estão dentro da floresta e as pessoas não vêem e não sabem que a corporação já esta trabalhando. É um trabalho muito difícil. O fogo avança muito rápido. Alguns lugares o acesso é complicado", explica ele, que incentiva a população a cobrar por serviços melhores e mais investimentos no setor.



Frota aérea
Com apenas dois helicópteros, cada um tem capacidade para levar um reservatório de água de 500 litros, e um avião com capacidade para 3 mil e 100 litros de água, o Corpo dos Bombeiros trabalha oferecendo apoio no combate a incêndios em todo o estado do Rio.

Todos os equipamentos dos bombeiros foram comprados com o dinheiro da taxa de incêndio em que todos os condôminos pagam anualmente. O avião, no entanto, foi comprado com o dinheiro da multa paga pela Petrobras por um vazamento de óleo na Baia de Guanabara em 2000. A multa foi de R$ 51 milhões e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ficou como responsável por administrar esse dinheiro.

Amorim explica que enviou um pedido de compra de dois aviões para o Ibama, mas que o órgão não achou necessário adquirir um segundo equipamento. Atualmente, só de manutenção operacional das três aeronaves a corporação gasta anualmente cerca de R$ 2.100 milhões.

"É claro que se tivéssemos uma frota maior ficaria mais fácil, mas é muito caro manter. Eu trabalho dentro da minha realidade orçamentária. Eu não sei qual seria o ideal. Preciso otimizar os recursos", diz Amorim.

O superintendente regional do Ibama, Rogério Rocco, diz que a quantia da multa foi partilhada para atender uma série de projetos dos municípios e do estado. Segundo Rocco, a verba destinada ao Corpo dos Bombeiros não era suficiente para a compra de dois aviões.



  Bolívia ameaça agir se usinas brasileiras afetarem meio ambiente
Carbono Brasil | 18/9/2007 17:47:14

A Bolívia não ficará calada se as duas hidrelétricas brasileiras do Rio Madeira, na fronteira, prejudicarem o ecossistema boliviano, afirmou no domingo (16) o chanceler David Choquehuanca.

"Eles (brasileiros) são soberanos para qualquer empreendimento, mas se isso afetar os bolivianos não podemos ficar calados, ele precisam saber disso", afirmou Choquehuanca.

O Brasil pretende construir duas usinas, Santo Antonio (3.150 MW) e Jirau (3.300 MW), que geraram críticas na Bolívia por possíveis impactos ambientais na região.

Choquehuanca informou que, em agosto, equipes técnicas dos dois países se reuniram em Brasília para analisar os aspectos técnicos ambientais das duas obras, e a Bolívia fez suas ressalvas.

"Apresentamos nossas dúvidas, enviamos nossas perguntas e agora estamos esperando a resposta", afirmou o chanceler.

Segundo a Bolívia, as obras terão muito impacto para o Meio Ambiente, como "perda de vegetação, erosão de solos, deslizamentos de terras, inundações, extinção de espécies aquáticas e aumento das doenças tropicais".

As duas represas ficarão na fronteira com a Bolívia, no Rio Madeira, que nasce da confluência dos rios Beni e Mamoré.

As represas produziriam energia a custo baixo e teriam capacidade de 4.051 megawatts/hora. O Brasil investirá no projeto cerca de US$ 10 bilhões.


  Governo cria projeto para substituir sacolas plásticas no Rio de Janeiro
Folha online | 18/9/2007 17:47:47

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), enviou nesta segunda-feira (17) para a Assembléia Legislativa um projeto de lei que prevê a substituição de sacos plásticos de estabelecimentos comerciais por sacolas com materiais reutilizáveis. Se aprovada a lei, os comerciantes poderão ser multados e até obrigados a receber as sacolas plásticas dos consumidores e pagar por elas.

De acordo com o governo do Rio, o objetivo do projeto é contribuir com a despoluição de rios e lagos do Estado, além da distribuição de comida para a população carente. Isto porque, o projeto também prevê que os estabelecimentos que não promoverem a troca das sacolas nos prazos estipulados terão de dar um quilo de alimento por 50 sacos plásticos entregues pelo consumidor.

O projeto prevê que, a partir da entrada em vigor da lei será dado prazo de três anos para que as microempresas façam a substituição das sacolas; de dois anos para as empresas de pequeno porte; e de seis meses para os demais estabelecimentos.

Com a lei em vigor, os comerciantes que não tenham feito a substituição no prazo serão obrigados a receber sacolas plásticas entregues pela população, independentemente do estado de conservação.

Para cada saco plástico será pago R$ 0,03 ou entregue um vale-compra a ser utilizado no estabelecimento. Os comerciantes que não cumprirem as exigências serão multados de R$ 500 até R$ 50 mil.

Ambiente - De acordo com o projeto de lei, os rios mais afetados pelo descarte de embalagens plásticas estão na Baixada Fluminense, entre eles, os rios Meriti, Sarapuí, Pavuna e Iguaçu.

Feita de resina sintética originada do petróleo, a maior parte dos sacos plásticos utilizados no comercio não é biodegradável, segundo o governo.

A Secretaria do Meio Ambiente calcula que circulem no comércio do Rio cerca de um bilhão de sacos plásticos por ano, além de 900 milhões de garrafas PET.

Moda aliada - A Prefeitura de São Paulo criou a campanha "Eu não sou de plástico" e convidou estilistas para criar sacolas de pano práticas e atrativas para a população. A administração municipal ainda estuda medidas para promover a substituição gradual das sacolas

Uma amostra foi apresentada na semana passada, no Porão das Artes da Bienal do Ibirapuera. Mais de cem estilistas expuseram suas sacolas de material alternativo como algodão orgânico, sarja sem tintura ou malva (fibra degradável).

Chamadas de "ecobags", essas sacolas já são febre em cidades como Nova York e Londres. No Brasil, é possível encontrar modelos de algodão até em lojas da rua 25 de Março, região central de São Paulo. Por lá, o preço varia de R$ 45 a R$ 65.

A Associação Paulista de Supermercados diz apoiar a iniciativa.


  ECOLUNA - Rio de Janeiro adere ao Dia Mundial Sem Carro
Ambiente Brasil | 18/9/2007 17:48:13


Incentivar o uso de transportes públicos e bicicletas é o objetivo do Dia Mundial sem Carro, no próximo sábado. A iniciativa tem adesão de pelo menos três mil cidades em todo o mundo. No Brasil, o Rio de Janeiro já confirmou sua participação, com apoio da Prefeitura.

A pista junto à orla de Copacabana será fechada ao tráfego de veículos motorizados e liberada para os pedestres, como sempre ocorre aos domingos e feriados.

A sociedade civil e de diversos órgãos da Prefeitura estarão no canteiro central da praia, entre as ruas Figueiredo Magalhães e Santa Clara, onde vão acontecer atividades lúdicas e educativas tendo como temas trânsito, mobilidade por bicicleta, meio ambiente, saúde e cidadania.

Ainda no sábado, está programado um grande passeio de bicicletas com saída no final da avenida Delfim Moreira, no Leblon, em frente à rua Gerônimo Monteiro, às 10h. Os ciclistas vão encerrar o passeio na rua Prado Júnior.


  Meteorito abre cratera na fronteira Peru-Bolívia
Estadão | 18/9/2007 17:49:10

LIMA - Um meteorito caiu, na noite de sábado, 15, na região peruana de Puno, perto da fronteira com a Bolívia, provocando uma cratera de 30 metros de diâmetro e seis metros de profundidade, informa a imprensa local.
Um objeto brilhante caiu no solo pouco antes da meia-noite no povoado de Carancas, na província de Chucuto, 1.300 km ao sul de Lima.

De acordo com fontes da Direção Territorial de Polícia, os moradores, alarmados, ouviram um estrondo que parecia vir de um avião.

Depois, testemunhas viram, no céu, um objeto luminoso que vinha em chamas e se chocou com o solo, produzindo uma explosão.

O incidente não deixou pessoas feridas, mas há restos carbonizados na área que poderiam ser de animais.

Os camponeses temem que o meteorito traga doenças à região, mas o membro da Academia Nacional de Ciências do Peru, Modesto Montoya, disse que o único perigo trazido pela queda de um meteorito é o risco de a pedra atingir um edifício.



  Especialista cobra avanço contra buraco na camada de ozônio
Estadão | 18/9/2007 17:49:38

SÃO PAULO - Um dos cientistas responsáveis pela descoberta do buraco na camada de ozônio afirmou nesta segunda-feira que é preciso avançar mais rapidamente na proteção da película na estratosfera que protege a Terra contra raios ultravioletas danosos.

Em um artigo para a BBC, Joe Farman fez um apelo por mais rapidez no processo de acabar com a fabricação de produtos químicos que destroem a camada de ozônio, além da destruição dos estoques já existentes.

Nesta semana, completam-se 20 anos desde a aprovação do Protocolo de Montreal, que impôs restrições ao uso dessas substâncias, depois das descobertas de Farman e outros cientistas na década de 70.

Os 191 signatários do protocolo se reúnem nesta semana em Montreal, no Canadá, para discutir os avanços conquistados desde 1987 e a antecipação do fim do uso dos HCFCs (hidroclorofluorcarbonos), os principais substitutos dos CFCs.

Muitos desses representantes concordam com as críticas de Farman sobre os acordos que autorizam países em desenvolvimento a continuar a utilizar os HCFCs até 2040.

"Revisões freqüentes socorreram o Protocolo de Montreal das suas deficiências originais, mas outro reexame é visivelmente necessário", escreveu o cientista no site da BBC.

O governo brasileiro vai apresentar junto com a Argentina uma proposta para acelerar a redução do consumo de HCFCs.

De acordo com o programa de meio ambiente da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1995, o Brasil era o quinto maior consumidor de CFCs no mundo, com 10,9 mil toneladas por ano.

Hoje, o país é o quinto entre os que mais reduziram o uso das substâncias, atrás de China, Estados Unidos, Japão e Rússia.

Em 2002, o governo brasileiro aprovou o Plano Nacional para a Eliminação dos CFCs (PNE), que previa investimentos de US$ 27 milhões em projetos de eficiência energética, como o de substituição de geladeiras antigas.

Os países ricos praticamente eliminaram a produção de CFCs em 1995, o prazo para os países em desenvolvimento vence em 2010.

Atualmente, essas substâncias continuam a ser usadas por corpos de bombeiros em vários países. Muitas das substâncias, usadas em refrigeração, aerosóis e combate a incêndios podem ser facilmente substituídas por produtos químicos parecidos, como os HCFCs.

Embora eles causem menos danos à camada de ozônio, a produção dos HCFCs está crescendo rapidamente nos países em desenvolvimento.

Pelos termos atuais do protocolo, até 2015 o uso de HCFCs nesses países deve ser congelado no máximo aos níveis atingidos até lá. A suspensão do uso dos HCFCs é prevista para 2040.

A substância também é fortemente associada ao aquecimento global, já que comparativamente os efeitos dos HCFCs são muito mais danosos do que os do dióxido de carbono.

"Em 2005, a destruição causada pelo HFC23 foi responsável por 64% dos valores de todos os projetos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (criado no Protocolo de Kyoto para viabilizar investimentos de países ricos em países pobres como alternativa a investimentos muito mais caros nos próprios países ricos) e passou para 51% em 2006", segundo Farman.

O cientista escreve ainda que atualmente é altamente discutível se o sistema de trocas de carbono, que utiliza este tipo de HCFC, proposto nos moldes Mecanismos de Desenvolvimento Limpo, realmente leva ao desenvolvimento sustentável.

Joe Farman foi um dos três pesquisadores britânicos que relataram pela primeira vez os graves danos sofridos pela camada de ozônio sobre a Antártica - o "buraco" revelado em 1985.




  Gabrielli: Brasil engatinha em biodiesel
Gazeta Mercantil | 18/9/2007 17:50:10

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que a empresa planeja auxiliar os produtores brasileiros de etanol a aumentarem o volume de exportações e a se concentrarem mais na fabricação de biodiesel. "Estamos na fase da infância de nossa indústria do biodiesel. Queremos ser produtores de biodiesel", afirmou Gabrielli, em Oslo, a um grupo de negócios composto por brasileiros e noruegueses.

O executivo disse que a Petrobras destinou para o biodiesel US$ 1,5 bilhão de um orçamento de US$ 112 bilhões para investimentos a longo prazo. Gabrielli lembrou que a Petrobras não tem a intenção de competir com os mais de 300 produtores de etanol brasileiros, mas sim formar uma parceria para melhorar a infra-estrutura de transporte e construir dutos que levariam o produto aos portos. A Petrobras acredita que o Brasil, pioneiro no desenvolvimento de biocombustíveis por conta da grande indústria de cana-de-açúcar, poderia produzir dez vezes mais etanol até 2015 caso investisse em tecnologia agora.

O presidente Lula, durante uma passagem pela cidade de Oslo por conta de uma viagem de uma semana pelos países nórdicos, afirmou que, com o apoio da Noruega, seria possível construir mais refinarias de biocombustíveis "não só no Brasil, mas possivelmente na Noruega ou em qualquer lugar do mundo".

O ministro de Petróleo e Energia norueguês, Odd Roger Enoksen, disse que o acordo entre a Petrobras e a Statoil foi um passo importante para a cooperação entre os dois países. "A meta do governo é elevar o consumo de biocombustíveis na Noruega.




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Enviado em 18/9/2007 17:55:46

News Letter do CRBio-2 de 17/9/2007 16:11:55

News Letter do CRBio-2


  Dia de limpeza nas praias mobiliza cariocas
G1-Globo online | 17/9/2007 16:08:05

Quem gosta de ficar na praia até o fim da tarde e admirar o pôr-do-sol carioca sabe muito bem como fica a areia após um dia de calor: latinhas, plásticos, garrafas, canudos e até guimbas de cigarro dominam a paisagem.

Mostrar que recolher o lixo no fim do dia é tarefa simples faz parte das ações do Dia Mundial de Limpeza dos Rios e Praias, que levou milhares de voluntários às praias, rios e lagoas do estado do Rio de Janeiro neste sábado (15) para coletar todo tipo de resíduo.

A organização estima que cerca de 15 mil pessoas estejam envolvidas no trabalho de coleta, classificação e reciclagem do lixo em todo o Brasil. A vontade de ajudar a conscientizar os banhistas sobre a importância de manter as praias limpas levou várias famílias, crianças e estudantes à praia do Arpoador, na Zona Sul do Rio.

Trabalho em equipe

Cada membro das equipes de coleta recebeu sacolas e luvas de plástico. Um deles fica responsável por anotar a quantidade de cada tipo de resíduo recolhido. A menina Paula Calvovillas, de 7 anos, assumiu o posto no grupo do pai Paulo Villas e seus colegas de empresa. Paula acompanhava atenta a coleta e não largava a prancheta: "Tem que anotar tudo aqui. Depois vão juntar o de todo mundo", contou ela.

No grupo comandado por Paula estava também José Mauro de Moraes, funcionário da área de meio ambiente de uma das empresas que participa do projeto. Esta já é a oitava vez que José Mauro comparece ao dia de limpeza das praias.

"Esse trabalho é uma questão conceitual. A gente não é maluco de ficar aqui catando lixo. Estamos aqui para mostrar às pessoas que é importante sair da passividade para uma atitude responsável e de comprometimento. É bem verdade que, no fim da coleta, vou ter perdido um quilo e, depois, preciso de um dia pra recuperar a coluna", diverte-se ele.

José Mauro contou que, no fim da coleta, que ocorreu das 10h às 12h, o lixo é separado e as sacolas de todos os voluntários são pesadas.

Coletar, separar e reciclar

O ponto de coleta no Arpoador contava com a presença da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis (ACMR). Jorge Carlos Pereira, um dos integrantes, explicou que o lixo estava sendo separado em contêineres específicos para plásticos, papel e papelão, alumínio e lixo orgânico.

"Depois levamos para a cooperativa para reciclar. A gente espera que vendo a movimentação aqui, as pessoas comecem a se preocupar com o lixo nas praias", disse Jorge Carlos.

No Arpoador, grande parte dos voluntários eram alunos da Escola municipal Joaquim Ribeiro. A diretora adjunta da escola, Elisabeth Lima, contou que a escola participa pela quarta vez do projeto. "As crianças gostam. O grupo que estava comigo foi até o posto oito. Encontramos de tudo no caminho", explicou.

Thainara Rodrigues, aluna de 13 anos da 6ª série, ficou impressionada com a quantidade de plástico e canudos deixados na areia "Bebem muito refrigerante, né?", exclamou ela. E prometeu: "No ano que vem, venho de novo."

Dados vão para a ONU e ajudam na conscientização

No ano de 2006, voluntários brasileiros recolheram mais de 36 mil quilos de material no dia de limpeza. No mundo todo, o volume chegou a 3 milhões de quilos, com a ajuda de 358 mil participantes em cerca de 90 países.

Os dados recolhidos pelos coordenadores de cada cidade são enviados para o Centro de Conservação dos Oceanos (Ocean Conservancy), que criou a iniciativa. O centro encaminha depois as análises para a ONU (Organização das Nações Unidas).



  Estiagem provoca incêndios em vários pontos do Rio
G1-Globo online | 17/9/2007 16:08:29

Os últimos dias de inverno tem sido de sol e calor no Rio. Mas a falta de chuva provoca incêndios e começa a comprometer os reservatórios de água de algumas regiões.


Equipes do Corpo de Bombeiros trabalham para combater cinco focos de incêndio em matas do Rio. Na Região Serrana, onde a situação é mais grave, homens de quartéis da capital e um helicóptero foram deslocados para ajudar a combater as chamas.

Em Teresópolis, um dos condomínios que mais preocupa as autoridades é o Vale dos Pinheiros. Em outro ponto, a situação também é crítica. Na área de proteção ambiental de Petrópolis, o fogo já destruiu o equivalente a trezentos campos de futebol.

Cedae alerta: pode faltar água

Na sexta-feira (14), a Companhia de Águas e Esgotos do Rio (Cedae) fez um alerta sobre a possibilidade de faltar água em algumas regiões do estado por causa do nível muito baixo dos reservatórios.

As regiões que poderão ser prejudicadas são Angra dos Reis, no Sul Fluminense; Teresópolis, na Região Serrana; Magé, na Baixada Fluminense; e Itaboraí e Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

Campanha de limpeza nas praias

O sol forte, no entanto, tirou os cariocas de casa neste sábado (15). Muita gente aproveitou o dia para participar de uma campanha de conscientização ambiental. No Dia Mundial de Limpeza dos Rios e Praias, milhares de voluntários foram às praias, rios e lagoas do estado do Rio para coletar todo tipo de resíduo.



  Litoral do Rio ganha fazenda marinha que criará molusco capaz de constatar poluição no mar
Agência Brasil | 17/9/2007 16:08:53

O Instituto de Ecodesenvolvimento da Baía da Ilha Grande(IED-BIG) inaugura hoje (17) uma fazenda marinha de criação de um tipo de molusco capaz de constatar poluição no mar. É a coquille Saint-Jacques, ou vieira, um espécie nativa da costa brasileira.

A fazenda fica em frente à Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, litoral sul fluminense, e faz parte do Projeto de Repovoamento Marinho da Baía da Ilha Grande, da Eletronuclear e da Petrobras, que já conta com cerca de 40 outras áreas de produção do molusco e pretende incentivar a maricultura na região.

A coquille Saint-Jacques funciona como um bioindicador, ou seja, por intermédio dela, é possível identificar qualquer alteração nas condições do mar, como a presença de poluentes. O molusco, que quase foi existo em meados dos anos 90, precisa de um mar livre de poluição para se desenvolver.

De acordo com o diretor executivo do IED-BIG, José Luiz Zaganelli, a criação de uma fazenda marinha em frente à central nuclear permite que os pesquisadores monitorem o impacto da usina na região e desperta a consciência ecológica dos moradores.

"A coquille Saint-Jacques, como todo molusco, é um bioindicador - é possível, a qualquer momento, fazer uma análise química do animal e identificar se ele tem alguma contaminação. Se tiver alguma poluição na região, ele vai acusar. Ele é chamado de sentinela do mar", disse Zaganelli.

A iniciativa fornece aos pescadores da região toda a infra-estrutura e suporte técnico necessários para a produção do animal, gerando emprego e renda. Segundo o diretor do projeto, as fazendas marinhas são um negócio lucrativo e não poluente, que agregam desenvolvimento econômico, social e científico.O laboratório do projeto produz anualmente 13 milhões de filhotes do molusco. Em idade adulta, a dúzia do animal chega a ser comercializada a R$ 30.

O projeto, que começou na Ilha Grande, atualmente já existe em sete estados brasileiros. Cerca de 500 famílias são beneficiadas pelo cultivo do molusco e 7 mil pessoas já foram capacitadas em cursos do projeto.



  Escorpiões são campeões do perigo
Ambiente Brasil | 17/9/2007 16:09:23

O Sinitox - Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas acaba de divulgar um relatório com os dados mais recentes sobre intoxicações em humanos no Brasil, referentes a 2005.

As intoxicações por medicamentos, que lideravam os casos até 2004, foram superadas pelos casos envolvendo animais peçonhentos – mais de um terço causado por escorpiões. O Sinitox é coordenado pelo Icict - Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz - Fundação Oswaldo Cruz.

Foram registrados, em 2005, 84.456 casos de intoxicação humana no Brasil. Os dados vieram de 28 dos 34 Centros de Informação e Assistência Toxicológica em atividade no país naquele ano.

Segundo Rosany Bochner, coordenadora do Sinitox, em 2005 os animais peçonhentos responderam por 23.647 (28%) dos casos de intoxicações em seres humanos no Brasil. Desse total, 8.208 (35%) envolveram escorpiões. As serpentes contribuíram com 4.944 (21%), as aranhas com 4.661 (20%) e os demais animais peçonhentos com 5.834 (25%).

Os casos de intoxicações por medicamentos vieram logo atrás, com 26% do total. No entanto, de acordo com a pesquisadora, a inversão das posições pode ser efeito de uma distorção causada pela ausência de dados do Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI/SP) em 2005.

"O centro de São Paulo é o segundo maior em número de notificações, atrás do centro de Porto Alegre. Tradicionalmente, o centro da capital paulista apresenta cerca de 4 mil intoxicações por medicamentos. Em 2005, o local não participou do levantamento por problemas operacionais e isso pode ter baixado a participação de medicamentos", disse Rosany à Agência Fapesp.

Escorpiões em alta - Segundo a coordenadora do Sinitox, o que mais chamou a atenção nos novos dados é que os escorpiões ultrapassaram – em muito – as serpentes em número de acidentes. "Prevíamos essa tendência desde 2002 e ela começou a aparecer em 2004. Agora, foi confirmado um grande aumento dos acidentes com escorpiões", disse.

A pesquisadora observa também que houve um aumento importante do número de mortes causadas pelo animal. "Em 2004 tivemos quatro óbitos relacionados a acidentes com escorpiões. Em 2005, o número saltou para 16. É um aumento de 300%, na maior parte envolvendo crianças", disse.

Para Rosany Bochner, a expansão de áreas urbanas sem planejamento, solos empobrecidos e pouco acesso ao saneamento básico podem ser razões do aumento de casos de envenenamento por escorpiões.

Os dados do Sinitox destacam que Pernambuco foi o estado que mais registrou acidentes com os escorpiões: cerca de 2,2 mil casos em 2005. Levantamentos anteriores indicaram grande incidência em áreas de pastos, com presença de barrancos e cupinzeiros, que são ocupados por populações de baixa renda.

"Essas populações vivem com pouca infra-estrutura e têm problemas com coleta de lixo. Os escorpiões convivem muito bem com o lixo urbano. Notamos que, nessas áreas, eles abandonam um comportamento típico da espécie, que é o canibalismo. Isso se deve a uma abundância de alimento nessas áreas", disse Rosany.

Segundo a pesquisadora, a maior parte dos problemas está relacionada à espécie Tityus serrulatus, cujos indivíduos podem se reproduzir sozinhos. "Basta um deles ser carregado em uma caixa de frutas, por exemplo, para infestar uma nova área. Ele tem duas crias por ano, cada uma com 20 filhotes. Os hábitos noturnos fazem com que passe despercebido", explicou.

A espécie pode estar entrando em áreas onde não estava presente antes, de acordo com a cientista. "Onde aparece o Tityus serrulatus, não se encontra nenhuma outra espécie, ela prevalece. Ela causa os acidentes mais graves. Acredito que o aumento da presença desse escorpião esteja ligado ao crescente número de óbitos", disse.

Campeões de letalidade - A parcela mais expressiva dos casos de intoxicação está relacionada com animais peçonhentos e medicamentos, mas, segundo o relatório, os agrotóxicos causam o maior número de mortes (33%). Os medicamentos foram responsáveis por 18%, os raticidas por 11% e os animais peçonhentos por 9%.

"O número de mortes por intoxicação cresceu bastante de modo geral. Foram registrados 456 óbitos: 18% a mais em relação a 2004. O agente tóxico mais letal continua sendo o agrotóxico de uso agrícola. Quase 3% dos casos terminam em morte", disse a cientista.

Segundo Rosany, no entanto, o impacto dos agrotóxicos pode ser ainda maior do que o mostrado pelos números. "Os dados só registram os casos agudos. Imaginamos que haja muitos casos crônicos que não são notificados", disse. No total, os agrotóxicos de uso agrícola foram responsáveis por 5.577 notificações.

A pesquisadora da Fiocruz alerta que o segundo agente tóxico mais letal, o raticida, que mata 1,65% dos intoxicados, pode incluir também um agrotóxico de uso agrícola: o produto conhecido popularmente como "chumbinho".

"Esse produto é um agrotóxico de altíssima toxicidade para lavouras de café, por exemplo, que é utilizado clandestinamente como raticida. Muitos dos casos notificados como intoxicação por raticida se referem ao uso desse agrotóxico", explicou Rosany.

A coordenadora do Sinitox explica que em casos de intoxicação é necessário procurar serviço médico. Em caso de dúvidas e esclarecimentos, a população pode entrar em contato com o Disque-Intoxicação da Anvisa. O telefone é 0800-722-6001, a ligação é gratuita e o usuário é atendido por uma das 36 unidades da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Renaciat), presente em 19 estados e no Distrito Federal.

"É importante ressaltar que o Disque-Intoxicação não é voltado apenas para a população em geral, que procura primeiros socorros. É uma orientação especializada que pode e deve ser usada pelos médicos que eventualmente tenham dúvidas sobre o procedimento a adotar", destacou a pesquisadora.


  Instituto Acende Brasil alerta para risco de apagão energético em 2011
Ambiente Brasil | 17/9/2007 16:09:49


O risco de o Brasil enfrentar um apagão energético, até 2011, é de 22%, segundo avaliação do presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales. Ele explicou, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, que o risco aceitável, segundo os organismos internacionais, é de 5%. Os dados são de um estudo organizado pelo instituto e divulgado em julho deste ano.

Embora considere alto o risco, Sales disse que isso não significa que haverá novo apagão em 2011. "Esse estudo nos dá o que eu chamo de, não um alerta, não um alarme, no sentido de que devemos abandonar o navio, porque vai afundar, ou seja, não estamos dizendo que com certeza vai haver racionamento, mas dizemos com segurança que o risco de 22% é muito alto, não se pode conviver com ele."

Para ele, os investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) são importantes, mas é preciso investir mais em geração de energia. O PAC prevê investimentos na área de geração de energia de 12.386 megawatts para este ano e para os próximos. Na opinião de Sales, os investimentos ainda são insuficientes. "Supondo que não haja nenhum atraso nas usinas com as quais estamos contando nesse período, que ainda não estão prontas, mesmo assim, estarão faltando cerca de 1.800 megawatts médios", disse.

Sales criticou o que considera falta de transparência do governo na divulgação de informações sobre o risco de um apagão. Segundo ele, o governo vem fazendo os cálculos considerando o risco de apagão, quando, numa situação de falta d'água para girar as turbinas de uma hidrelétrica. "Ele [o governo] considera um deficit único e exclusivamente quando a água acaba no reservatório, quando a usina pára de produzir energia, porque a turbina para de rodar. Ora, país nenhum do mundo vai, na realidade, deixar chegar a uma situação tão dramática quanto essa", afirmou.

Para o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, que também foi entrevistado no programa Revista Brasil, o risco de apagão em 2011 é muito pequeno. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema, responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Brasil, o risco de ocorrência de um apagão em 2011 é de 5,9%.

Tolmasquim afirmou que o governo está fazendo investimentos em novas usinas para geração e transmissão de energia com o objetivo de evitar falta de energia nos próximos anos. "As usinas de geração são construídas tanto pelo capital privado como pelo capital estatal, com capacidade de 3.500 megawatts por ano, em média. Tem ano que é mais, tem ano que é menos, é mais ou menos essa média", disse ele.


  Conferência da ONU sobre Desertificação é considerada um "fracasso" por ONGs
Ambiente Brasil | 17/9/2007 16:10:15

As organizações ambientalistas criticaram hoje (sábado) os resultados da oitava Conferência das Partes (COP 8) da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (CNULD), considerada um "fracasso" por não ter aprovado o orçamento para os próximos dois anos nem objetivos concretos.

Os quase 200 países participantes da COP 8, concluída hoje (sábado) apesar de seu encerramento previsto inicialmente para a última sexta-feira, aprovaram uma estratégia para os próximos dez anos mas não chegaram a um acordo sobre o orçamento devido à postura contrária do Japão.

A diretora do programa de Florestas da ONG WWF/Adena, Lourdes Hernández, considerou que a Conferência "fracassou categoricamente", já que foi aprovada uma estratégia sem orçamento previsto e não foram elaborados planos de ação.

Segundo ela, o plano estratégico apresenta soluções mas, por não ter estabelecido um orçamento, corre o risco de se tornar apenas teórico.

Hernández chamou a postura japonesa de "egoísta" e criticou a indiferença do país, que não sofre os efeitos da desertificação, mas é "responsável em grande parte" pelo fenômeno por causa de seu modelo econômico e de desenvolvimento.

A Adena pediu ainda uma melhoria dos mecanismos de participação da sociedade civil nas negociações para garantir que sejam adotadas decisões efetivas e não de acordo com interesses políticos e econômicos, como ocorre agora.

O coordenador do grupo Ecologistas em Ação, Theo Oberhuber, concordou: para ele, a COP 8 "não apenas não representou um ponto de reflexão, mas também fracassou", disse à agência Efe.

A Conferência decidiu hoje (sábado) a realização de uma plenária extraordinária em Nova York nas próximas semanas para tratar do aumento do orçamento inicial, que poderá ser de 5%, segundo o porta-voz do Ecologistas em Ação.

Segundo Oberhuber, este aumento é "ridículo" e manteria a Convenção como "irmã pobre" em relação às outras da ONU sobre Mudança Climática e Biodiversidade. Por isso, ele pediu um aumento de entre 10 e 15%.

Mesmo assim, os ecologistas avaliaram positivamente a Declaração de Madri, lida na noite de sexta-feira pela ministra do Meio Ambiente da Espanha, Cristina Narbona, na qual foi feita uma chamada para que a Convenção de Desertificação estabeleça objetivos concretos.

O diretor-executivo do Greenpeace na Espanha, Juan López de Uralde, também lamentou que a COP 8 não tenha conseguido romper a tendência de "irmã pobre" e considerou que a oportunidade não foi aproveitada adequadamente, embora tenha resistido a usar o termo "fracasso".

Falando à Efe, Uralde criticou a falta de vontade política dos países desenvolvidos, "principalmente" porque os principais atingidos pela desertificação são os países mais pobres do planeta.

Uralde disse que o fato de não terem sido registrados avanços "faz com que a situação continue um pouco na mediocridade na qual a Convenção está imersa".


  REPORTAGEM ESPECIAL: Vinte anos do Protocolo de Montreal podem ser devidamente festejados pelo Brasil
Ambiente Brasil | 17/9/2007 16:10:53

Ontem, 16 de setembro de 2007, completaram-se vinte anos da criação do Protocolo de Montreal, compromisso que definiu uma lista de substâncias com potencial de destruição da Camada de Ozônio, bem como prazos para redução de produção e consumo delas.

Desde então, o Protocolo já sofreu duas revisões - em Londres (junho de 1990) e em Copenhague (novembro de 1992) - nas quais se verificou o aumento da lista das substâncias controladas e redução dos prazos para eliminação de produção e consumo.

Ao longo destas duas décadas, 190 países aderiram ao compromisso de proteção à camada de ozônio, que cumpre um papel fundamental na preservação da vida na Terra, funcionando como um filtro das radiações solares, impedindo que cheguem à superfície grandes quantidades de raios ultravioleta B, causadores de sérios prejuízos à saúde humana (câncer de pele, catarata, debilidade do sistema imunológico) e ao equilíbrio de ecossistemas.

O Brasil aderiu ao Protocolo em 1990. Não só cumpriu metas estabelecidas - mais que isso, antecipou-as. Na 19ª Reunião das Partes do Protocolo de Montreal (MOP 19), que começa hoje na cidade canadense, a Unidade Nacional de Ozônio do Ministério do Meio Ambiente receberá um prêmio, na categoria Implementadores do Protocolo de Montreal.

O reconhecimento internacional se deve a um conjunto de fatos que levaram o Brasil a ser hoje uma das referências na eliminação dos CFCs – os clorofluorcarbonos -, gases de enorme potencial destrutivo à camada de ozônio, anteriormente usados largamente nos refrigeradores e ar-condicionados.

Em 1994, o consumo de CFCs no país foi de 10.500 toneladas. No ano passado, de 480 toneladas. Os países signatários do Protocolo de Montreal comprometeram-se a zerar produção e consumo em 2010. No Brasil, a Resolução Conama 267, de 2000, antecipou essa meta para este ano, 2007. A norma proibiu ainda a fabricação de equipamentos no país que utilizassem os CFCs.

"O único uso permitido a partir deste ano (2007) é nas bombinhas próprias dos asmáticos, o que vai dar em torno de 200 toneladas anuais", disse a AmbienteBrasil Ana Carolina Thomaziello, assessora técnica do Núcleo de Ozônio do Departamento de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente.

Ela antecipou que, no próximo ano, o Ministério da Saúde vai promover uma campanha para preparar o mercado à adoção de tecnologias alternativas neste uso medicamentoso. "Nos outros setores que utilizavam os CFCs, já está tudo convertido", diz ela, referindo à indústria de espumas, de refrigeração e de ar-condicionados automotivos.

O processo

Desde 2000, quando da edição da Resolução Conama 267, até este ano, só entrou no Brasil o CFC que garantisse o funcionamento de equipamentos antigos. A proposta é coletar o gás deles, levando-os para as chamadas Centrais de Regeneração, que retiram as impurezas da substância, tornando-o o CFC propício a retornar ao mercado – novamente só para equipamentos antigos.
Esse procedimento faz parte do Plano Nacional de Eliminação de CFC, aprovado em 2002 pelo Fundo Multilateral do Protocolo de Montreal, que carreou ao Brasil recursos da ordem de US$ 26,7 milhões, a serem utilizados até 2010. Hoje, funcionam no país duas Centrais de Regeneração – ambas em São Paulo – e mais três estão previstas para entrar em operação no próximo ano.

"O coração do Plano é treinar mecânicos refrigeristas para coletar esse gás", explica Ana Carolina.

Os bons resultados brasileiros na eliminação dos CFCs atestam que poderes públicos e Indústria podem caminhar harmonicamente na mesma direção, com os estímulos adequados.

No Estado de São Paulo, que responde por cerca de 50% do consumo das chamadas SDOs (substâncias que destróem ozônio), foi criado, em 1995, o
Programa Estadual de Prevenção à Destruição da Camada de Ozônio – Prozonesp -, desenvolvido no âmbito da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo – Cetesb.

Um dos alicerces do Prozonesp foi o esclarecimento. Uma lista eletrônica, com cerca de 3500 internautas de todo o país, discute o tema, também abordado em seminários anuais, palestras em escolas, faculdades e no setor de comercialização dos gases, além da participação do Programa em grandes feiras do ramo refrigerista.

"Realizamos também o trabalho de divulgação da importância de prevenção dos impactos causados pela exposição à radiação UVB, cujo aumento é umas das conseqüências da diminuição da camada de ozônio no planeta, utilizando os mesmos canais de informação pública do programa", disse a AmbienteBrasil Josilene Ferrer, coordenadora do Prozonesp.

O futuro

Apesar destes avanços, o caminho ainda é longo. No setor de refrigeração, o CFC foi substituído pelo HCFC 22 - bem menos prejudicial à camada de ozônio, mas também controlado pelo Protocolo de Montreal – e pelo HFC 134 a, que não tem nenhum efeito sobre a camada de ozônio, mas é um gás causador de efeito estufa.

Quase 100% do setor de espumas adotou o HCFC 141 b e o de ar-condicionados automotivos, o HFC 134 a.

De acordo com o Protocolo, o uso dos HCFCs é permitido até o ano de 2040, com produção e consumo congelados nos patamares de 2015, sem passos intermediários. A proposta de Brasil e Argentina, a ser apresentada esta semana em Montreal, antecipa o congelamento para 2012, com base na produção e no consumo de 2010 – com abandono progressivo, em passos intermediários, até o ano de 2030, restando 0,5% para usos eventuais até 2040.

Conforme os cálculos dos especialistas do Ministério do Meio Ambiente, a mudança nos prazos evitará, entre 2011 e 2040, a emissão de 14 milhões de toneladas de HCFCs.


  REPORTAGEM ESPECIAL: Vinte anos do Protocolo de Montreal podem ser devidamente festejados pelo Brasil
Ambiente Brasil | 17/9/2007 16:10:59

Ontem, 16 de setembro de 2007, completaram-se vinte anos da criação do Protocolo de Montreal, compromisso que definiu uma lista de substâncias com potencial de destruição da Camada de Ozônio, bem como prazos para redução de produção e consumo delas.

Desde então, o Protocolo já sofreu duas revisões - em Londres (junho de 1990) e em Copenhague (novembro de 1992) - nas quais se verificou o aumento da lista das substâncias controladas e redução dos prazos para eliminação de produção e consumo.

Ao longo destas duas décadas, 190 países aderiram ao compromisso de proteção à camada de ozônio, que cumpre um papel fundamental na preservação da vida na Terra, funcionando como um filtro das radiações solares, impedindo que cheguem à superfície grandes quantidades de raios ultravioleta B, causadores de sérios prejuízos à saúde humana (câncer de pele, catarata, debilidade do sistema imunológico) e ao equilíbrio de ecossistemas.

O Brasil aderiu ao Protocolo em 1990. Não só cumpriu metas estabelecidas - mais que isso, antecipou-as. Na 19ª Reunião das Partes do Protocolo de Montreal (MOP 19), que começa hoje na cidade canadense, a Unidade Nacional de Ozônio do Ministério do Meio Ambiente receberá um prêmio, na categoria Implementadores do Protocolo de Montreal.

O reconhecimento internacional se deve a um conjunto de fatos que levaram o Brasil a ser hoje uma das referências na eliminação dos CFCs – os clorofluorcarbonos -, gases de enorme potencial destrutivo à camada de ozônio, anteriormente usados largamente nos refrigeradores e ar-condicionados.

Em 1994, o consumo de CFCs no país foi de 10.500 toneladas. No ano passado, de 480 toneladas. Os países signatários do Protocolo de Montreal comprometeram-se a zerar produção e consumo em 2010. No Brasil, a Resolução Conama 267, de 2000, antecipou essa meta para este ano, 2007. A norma proibiu ainda a fabricação de equipamentos no país que utilizassem os CFCs.

"O único uso permitido a partir deste ano (2007) é nas bombinhas próprias dos asmáticos, o que vai dar em torno de 200 toneladas anuais", disse a AmbienteBrasil Ana Carolina Thomaziello, assessora técnica do Núcleo de Ozônio do Departamento de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente.

Ela antecipou que, no próximo ano, o Ministério da Saúde vai promover uma campanha para preparar o mercado à adoção de tecnologias alternativas neste uso medicamentoso. "Nos outros setores que utilizavam os CFCs, já está tudo convertido", diz ela, referindo à indústria de espumas, de refrigeração e de ar-condicionados automotivos.

O processo

Desde 2000, quando da edição da Resolução Conama 267, até este ano, só entrou no Brasil o CFC que garantisse o funcionamento de equipamentos antigos. A proposta é coletar o gás deles, levando-os para as chamadas Centrais de Regeneração, que retiram as impurezas da substância, tornando-o o CFC propício a retornar ao mercado – novamente só para equipamentos antigos.
Esse procedimento faz parte do Plano Nacional de Eliminação de CFC, aprovado em 2002 pelo Fundo Multilateral do Protocolo de Montreal, que carreou ao Brasil recursos da ordem de US$ 26,7 milhões, a serem utilizados até 2010. Hoje, funcionam no país duas Centrais de Regeneração – ambas em São Paulo – e mais três estão previstas para entrar em operação no próximo ano.

"O coração do Plano é treinar mecânicos refrigeristas para coletar esse gás", explica Ana Carolina.

Os bons resultados brasileiros na eliminação dos CFCs atestam que poderes públicos e Indústria podem caminhar harmonicamente na mesma direção, com os estímulos adequados.

No Estado de São Paulo, que responde por cerca de 50% do consumo das chamadas SDOs (substâncias que destróem ozônio), foi criado, em 1995, o
Programa Estadual de Prevenção à Destruição da Camada de Ozônio – Prozonesp -, desenvolvido no âmbito da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo – Cetesb.

Um dos alicerces do Prozonesp foi o esclarecimento. Uma lista eletrônica, com cerca de 3500 internautas de todo o país, discute o tema, também abordado em seminários anuais, palestras em escolas, faculdades e no setor de comercialização dos gases, além da participação do Programa em grandes feiras do ramo refrigerista.

"Realizamos também o trabalho de divulgação da importância de prevenção dos impactos causados pela exposição à radiação UVB, cujo aumento é umas das conseqüências da diminuição da camada de ozônio no planeta, utilizando os mesmos canais de informação pública do programa", disse a AmbienteBrasil Josilene Ferrer, coordenadora do Prozonesp.

O futuro

Apesar destes avanços, o caminho ainda é longo. No setor de refrigeração, o CFC foi substituído pelo HCFC 22 - bem menos prejudicial à camada de ozônio, mas também controlado pelo Protocolo de Montreal – e pelo HFC 134 a, que não tem nenhum efeito sobre a camada de ozônio, mas é um gás causador de efeito estufa.

Quase 100% do setor de espumas adotou o HCFC 141 b e o de ar-condicionados automotivos, o HFC 134 a.

De acordo com o Protocolo, o uso dos HCFCs é permitido até o ano de 2040, com produção e consumo congelados nos patamares de 2015, sem passos intermediários. A proposta de Brasil e Argentina, a ser apresentada esta semana em Montreal, antecipa o congelamento para 2012, com base na produção e no consumo de 2010 – com abandono progressivo, em passos intermediários, até o ano de 2030, restando 0,5% para usos eventuais até 2040.

Conforme os cálculos dos especialistas do Ministério do Meio Ambiente, a mudança nos prazos evitará, entre 2011 e 2040, a emissão de 14 milhões de toneladas de HCFCs.


  REPORTAGEM ESPECIAL: Vinte anos do Protocolo de Montreal podem ser devidamente festejados pelo Brasil
Ambiente Brasil | 17/9/2007 16:10:59

Ontem, 16 de setembro de 2007, completaram-se vinte anos da criação do Protocolo de Montreal, compromisso que definiu uma lista de substâncias com potencial de destruição da Camada de Ozônio, bem como prazos para redução de produção e consumo delas.

Desde então, o Protocolo já sofreu duas revisões - em Londres (junho de 1990) e em Copenhague (novembro de 1992) - nas quais se verificou o aumento da lista das substâncias controladas e redução dos prazos para eliminação de produção e consumo.

Ao longo destas duas décadas, 190 países aderiram ao compromisso de proteção à camada de ozônio, que cumpre um papel fundamental na preservação da vida na Terra, funcionando como um filtro das radiações solares, impedindo que cheguem à superfície grandes quantidades de raios ultravioleta B, causadores de sérios prejuízos à saúde humana (câncer de pele, catarata, debilidade do sistema imunológico) e ao equilíbrio de ecossistemas.

O Brasil aderiu ao Protocolo em 1990. Não só cumpriu metas estabelecidas - mais que isso, antecipou-as. Na 19ª Reunião das Partes do Protocolo de Montreal (MOP 19), que começa hoje na cidade canadense, a Unidade Nacional de Ozônio do Ministério do Meio Ambiente receberá um prêmio, na categoria Implementadores do Protocolo de Montreal.

O reconhecimento internacional se deve a um conjunto de fatos que levaram o Brasil a ser hoje uma das referências na eliminação dos CFCs – os clorofluorcarbonos -, gases de enorme potencial destrutivo à camada de ozônio, anteriormente usados largamente nos refrigeradores e ar-condicionados.

Em 1994, o consumo de CFCs no país foi de 10.500 toneladas. No ano passado, de 480 toneladas. Os países signatários do Protocolo de Montreal comprometeram-se a zerar produção e consumo em 2010. No Brasil, a Resolução Conama 267, de 2000, antecipou essa meta para este ano, 2007. A norma proibiu ainda a fabricação de equipamentos no país que utilizassem os CFCs.

"O único uso permitido a partir deste ano (2007) é nas bombinhas próprias dos asmáticos, o que vai dar em torno de 200 toneladas anuais", disse a AmbienteBrasil Ana Carolina Thomaziello, assessora técnica do Núcleo de Ozônio do Departamento de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente.

Ela antecipou que, no próximo ano, o Ministério da Saúde vai promover uma campanha para preparar o mercado à adoção de tecnologias alternativas neste uso medicamentoso. "Nos outros setores que utilizavam os CFCs, já está tudo convertido", diz ela, referindo à indústria de espumas, de refrigeração e de ar-condicionados automotivos.

O processo

Desde 2000, quando da edição da Resolução Conama 267, até este ano, só entrou no Brasil o CFC que garantisse o funcionamento de equipamentos antigos. A proposta é coletar o gás deles, levando-os para as chamadas Centrais de Regeneração, que retiram as impurezas da substância, tornando-o o CFC propício a retornar ao mercado – novamente só para equipamentos antigos.
Esse procedimento faz parte do Plano Nacional de Eliminação de CFC, aprovado em 2002 pelo Fundo Multilateral do Protocolo de Montreal, que carreou ao Brasil recursos da ordem de US$ 26,7 milhões, a serem utilizados até 2010. Hoje, funcionam no país duas Centrais de Regeneração – ambas em São Paulo – e mais três estão previstas para entrar em operação no próximo ano.

"O coração do Plano é treinar mecânicos refrigeristas para coletar esse gás", explica Ana Carolina.

Os bons resultados brasileiros na eliminação dos CFCs atestam que poderes públicos e Indústria podem caminhar harmonicamente na mesma direção, com os estímulos adequados.

No Estado de São Paulo, que responde por cerca de 50% do consumo das chamadas SDOs (substâncias que destróem ozônio), foi criado, em 1995, o
Programa Estadual de Prevenção à Destruição da Camada de Ozônio – Prozonesp -, desenvolvido no âmbito da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo – Cetesb.

Um dos alicerces do Prozonesp foi o esclarecimento. Uma lista eletrônica, com cerca de 3500 internautas de todo o país, discute o tema, também abordado em seminários anuais, palestras em escolas, faculdades e no setor de comercialização dos gases, além da participação do Programa em grandes feiras do ramo refrigerista.

"Realizamos também o trabalho de divulgação da importância de prevenção dos impactos causados pela exposição à radiação UVB, cujo aumento é umas das conseqüências da diminuição da camada de ozônio no planeta, utilizando os mesmos canais de informação pública do programa", disse a AmbienteBrasil Josilene Ferrer, coordenadora do Prozonesp.

O futuro

Apesar destes avanços, o caminho ainda é longo. No setor de refrigeração, o CFC foi substituído pelo HCFC 22 - bem menos prejudicial à camada de ozônio, mas também controlado pelo Protocolo de Montreal – e pelo HFC 134 a, que não tem nenhum efeito sobre a camada de ozônio, mas é um gás causador de efeito estufa.

Quase 100% do setor de espumas adotou o HCFC 141 b e o de ar-condicionados automotivos, o HFC 134 a.

De acordo com o Protocolo, o uso dos HCFCs é permitido até o ano de 2040, com produção e consumo congelados nos patamares de 2015, sem passos intermediários. A proposta de Brasil e Argentina, a ser apresentada esta semana em Montreal, antecipa o congelamento para 2012, com base na produção e no consumo de 2010 – com abandono progressivo, em passos intermediários, até o ano de 2030, restando 0,5% para usos eventuais até 2040.

Conforme os cálculos dos especialistas do Ministério do Meio Ambiente, a mudança nos prazos evitará, entre 2011 e 2040, a emissão de 14 milhões de toneladas de HCFCs.


  Gelo no Oceano Ártico atinge o menor nível já registrado
Estadão | 17/9/2007 16:11:42

PARIS - A área coberta por gelo no Oceano Ártico atingiu a menor extensão já registrada desde que começaram a ser feitas imagens de satélite da região, há quase 30 anos. Com isso, a Passagem do Noroeste - uma rota marítima entre Europa e Ásia, procurada por exploradores ao longo dos séculos e tida como um mito - em breve poderá estar aberta, informa nota divulgada pela Agência Espacial Européia (ESA).
O gelo do Ártico amplia sua extensão naturalmente a cada inverno, e encolhe no verão, mas a taxa de perda desde 1978, quando começaram os registros de satélite, acelerou-se. A rota mais direta para a Passagem do Noroeste, pelo norte do Canadá, está plenamente navegável, enquanto que a Passagem do Nordeste, ao longo da costa da Sibéria, continua parcialmente fechada pelo gelo.

Até agora, previa-se que a Passagem do Noroeste completa permaneceria fechada, mesmo durante o verão, por conta do gelo acumulado ao longo dos anos, mas especialistas agora acreditam que ela poderá se abrir de vez.

A baixa recorde anterior no gelo do Ártico se deu em 2005, mas mesmo então a rota direta pelo Canadá não chegou a se abrir por completo.




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Enviado em 17/9/2007 16:11:55

News Letter do CRBio-2 de 14/9/2007 15:28:03

News Letter do CRBio-2


  Estiagem pode provocar falta d'água no Estado do Rio
O Globo e Globo Online | 14/9/2007 15:24:54

RIO - A estiagem prolongada deixou em alerta a Cedae e as concessionárias que distribuem água em todo o Estado do Rio, segundo reportagem publicada esta sexta-feira no jornal "O Globo". O presidente da Cedae, Wagner Victer, admitiu que a situação é preocupante. A situação é mais grave em cidades que contam com mananciais independentes, como é o caso de Teresópolis, Magé, Maricá e Angra dos Reis. E o pior: só há previsão de chuva para domingo e, mesmo assim, fraca. Segundo a Cedae, os reservatórios estão com níveis muito baixos.

A seca, que já dura 15 dias no estado, está mudando a paisagem. Na Barra, a Lagoa da Tijuca transformou-se num canal. De acordo com o presidente da Cedae, a situação do Rio é confortável, mas se não chover em breve pode haver um agravamento da situação. Por enquanto, segundo Wagner Victer, o caso é mais grave em Niterói.

Nas matas do estado, a situação também é grave. Na Floresta da Tijuca, o fogo já destruiu cerca de quatro hectares. Os primeiros focos surgiram na quarta-feira, mas a situação estava quase sob controle na quinta-feira. Em Teresópolis, seis hectares de mata do Parque Estadual dos Três Picos, às margens da BR-116 (Rodovia Rio-Teresópolis), já foram destruídos pelas chamas. Segundo os bombeiros, em alguns locais o fogo chegou próximo a residências. O coronel do Grupamento Florestal do Alto da Boa Vista, Wanius Amorim, entretanto, diz que os incêndios são provocados por vandalismo .



  Serla: recuperação ambiental deve ser forte
Globo Online | 14/9/2007 15:25:20

RIO - A presidente da Superintendência Estadual de Rio e Lagoas (Serla), Marilene Ramos, defendeu nesta quinta-feira, que o recém criado Instituto Estadual do Ambiente (Inea), tenha forte atuação na área de recuperação ambiental, inclusive com a criação de uma diretoria específica para a atividade na sua estrutura organizacional, que ainda não está definida.

- É importante fiscalizar e atuar na gestão de unidades de conservação, mas é frustrante para o corpo técnico ver que o que está degradado não é submetido a um processo de recuperação - disse.

Marilene ressaltou ainda que com a união dos três órgãos que formarão o Instituto - Serla, Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) e do Instituto Estadual de Florestas (IEF) - proporcionará uma sinergia do conhecimento e na atuação que resultará numa melhor capacitação técnica, uma vez que cada um atua mais fortemente em uma determinada atividade.

- A Serla é mais atuante no que se refere à recuperação. Já a Feema, no licenciamento, e o IEF, na gestão. Com a fusão, as áreas técnicas serão unificadas e a troca de informações resultará numa maior capacitação do pessoal técnico. Associado a isso, o respaldo político, o engajamento do secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e com a geração de recursos, teremos um órgão forte, com a representatividade e importância que o meio ambiente no Rio tanto necessita.

Os presidentes da Feema, Axel Grael, e do IEF, André Ilha, também defenderam a completa sinergia das atividades antes mesmo que a efetiva fusão se estabeleça. Ilha, que assumiu a presidência do IEF pela terceira vez, há apenas poucos dias, acrescentou que a fiscalização também deve ser uma das áreas forte de atuação do Instituto.

- É preciso orientar e induzir os responsáveis por atividades potencialmente poluidoras a se empenharem na redução dos impactos e na preservação ambiental. Mas o Instituto necessita também ter poder coercitivo para punir quem não cumprir as leis de proteção ambiental, para evitarmos perdas quase sempre irreparáveis para a biodiversidade - disse ele.

Axel Grael tranqüilizou o pessoal no que diz respeito a mudanças no quadro dos funcionários.

- O pessoal celetista será assim incorporado. Essas vagas futuramente serão extintas e gradativamente substituídas por pessoal estatutário que será contratado por meio de concurso - explicou.

Esse, inclusive, foi considerado pelos representantes dos três órgãos um dos principais ganhos quando da criação do órgão, já que possibilitará a renovação do quadro técnico. Marilene propôs ainda que o corpo técnico-funcional dos três órgãos promovam reuniões periódicas até a efetiva fusão, com espaço de aproximadamente um mês, para que as propostas organizacionais e de funcionamento, os avanços quanto à aprovação de emendas ao projeto de lei e demais questões sejam discutidas e solucionadas.



  Manifesto no Rio lembra acidente com Césio 137 em Goiânia
Estadão | 14/9/2007 15:25:45

RIO - Ativistas do Greenpeace interditaram os portões de entrada da Comissão Nacional de Energia Nuclear, do Ministério da Ciência e Tecnologia (Cnem), no Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira, 13. O protesto acontece no dia que marca os 20 anos da tragédia do Césio 137 em Goiânia. Em frente a Cnem, os ativistas instalaram um placa com as frases "Memória Césio 137: 60 mortos, 6 mil vítimas e 20 anos de descaso. Brasil, o país da insegurança nuclear."
Junto aos militantes da ONG está Obesson Júnior, de 32 anos, uma das vítimas da contaminação com o material radioativo. Ele é sobrinho do homem que comprou uma das cápsulas de Césio em uma sucata. Júnior, que tinha 12 anos ao ser contaminado, ficou 90 dias internado em tratamento e sem contato com a família. "As pessoas esqueceram do acidente. Eu me lembro disso todos os dias. Foi muito difícil. Eu era uma criança e após um longo período no hospital eu era rechaçado por todos nas ruas".


  Denúncia de desmatamento
O Fluminense | 14/9/2007 15:26:11

O promotor de Justiça Luciano Mattos, da 2a Promotoria de Tutela Coletiva de Niterói, fez uma vistoria, ontem de manhã, em uma propriedade do Morro do Morcego, em Jurujuba, onde estariam ocorrendo incêndios e desmatamentos, tidos como "criminosos" segundo denúncias do Conselho Comunitário da Orla da Baía de Guanabara (CCOB).

O morro foi considerado Área de Proteção Ambiental (APA) pelo Plano Urbanístico da Prefeitura de Niterói, em 2002, e denominado Área de Proteção Permanente (APP), em 2004, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), como informou o presidente do CCOB, José de Azevedo.

Luciano Mattos foi acompanhado de Adriano Melo, engenheiro florestal do Instituto Estadual de Florestas (IEF), de Rogério Caldas, assistente técnico pericial do Ministério Público (MP), e de Jefferson Martins, secretário municipal de Meio Ambiente.

O proprietário do terreno, Darke Resende Bhering de Mattos, alegou ter autorização da prefeitura para derrubar as árvores que, segundo ele, estariam prestes a cair, causando risco iminente.

"O dono do terreno informou que um balão teria caído no local, provocando um incêndio em parte da área, e que alguns eucaliptos precisaram ser cortados por estarem envelhecidos ou fracos", informou Adriano Melo.

Segundo ele, o proprietário tinha autorização da prefeitura para fazer as derrubadas e até a motosserra utilizada nos cortes tinha cadastro.

"Os eucaliptos não são árvores nativas, vieram da Austrália e por isso são qualificadas como árvores exóticas, não se configurando crime ambiental", explicou.

Mas o presidente do CCOB discorda do engenheiro e afirma que, de acordo com um relatório do Ibama, o Morro do Morcego não poderia sofrer qualquer tipo de alteração em sua flora, sendo árvores nativas ou não.

O secretário Jefferson Martins afirmou desconhecer a existência do relatório. Já Melo disse que o IEF vai avaliar o documento, mas não percebia, no caso do Morro do Morcego, irregularidade ou má-fé.

"Como o secretário pode desconhecer um documento que foi endereçado à prefeitura pelo Ibama?", questionou Azevedo.

Após a vistoria, que demorou cerca de três horas, o promotor considerou satisfatórias as explicações dadas por Darke e a análise dos técnicos que o acompanharam.

"De fato, os eucaliptos que foram retirados estavam comprometidos na raiz e muitos com risco de desabar, fora a área do incêndio. O único problema foi que, com os cortes, a própria queda dos eucaliptos provocou um impacto ambiental nas árvores em volta", avaliou Luciano Mattos.

Segundo o promotor, o proprietário do terreno está vindo morar na propriedade e se comprometeu a fazer um replantio de árvores nas áreas atingidas.

"O relatório do Ibama foi feito em 2004, quando as condições dos eucaliptos certamente eram outras. Acredito que um técnico do Ibama, hoje, também recomendaria o corte", considerou o promotor.


  Marisqueiros recebem alerta sobre irregularidades na Praia das Flechas
O Fluminense | 14/9/2007 15:26:36

Uma ação conjunta entre as secretarias municipais de Segurança, de Meio Ambiente e da Fazenda, Guarda Municipal e Companhia de Limpeza Urbana (Clin), na manhã de ontem, coibiu a retirada de mexilhão na Pedra do Índio, na Praia da Flechas. Moradores denunciaram que os pescadores artesanais utilizavam o local também para o cozimento do marisco, deixando a areia suja e com mau cheiro, além da constante fumaça das latas nas fogueiras.

De acordo com o subsecretário de Controle Urbano, coronel Sidnei Coutinho, o primeiro dia da ação foi voltado para a conscientização e conversas com os marisqueiros:

"Hoje (ontem), o que eles já limparam nós vamos liberar, só vamos recolher o lixo. A partir de amanhã (hoje) haverá um monitoramento policial contínuo. Nossa intenção é evitar que as ações retornem".

Os fiscais orientaram os marisqueiros a eleger dois representantes, para que possam reivindicar junto à prefeitura um local específico para realização das atividades.

"O problema não é a extração do mexilhão e sim o preparo, que suja a cidade. Mas apesar da degradação do meio ambiente, nós não podemos esquecer que esse é um problema social, e dali sai o sustento de muitas famílias. Por isso, eles estão sendo orientados a procurar melhores condições de trabalho", explica o biólogo marinho da Secretaria de Meio Ambiente, Jorge Punaro.

O aposentado Isaías de Souza, de 67 anos, morador de São Gonçalo, já trabalhou em um laboratório, e há mais de 20 trabalha como pescador artesanal. Ele diz que sustenta a filha e a casa com o dinheiro da venda dos mexilhões.

De acordo com informações dos marisqueiros, cada pescador artesanal consegue até 30kg de mariscos por dia. Estes são ensacados e vendidos no valor de R$15 a 20 o quilo.

Para Rogério Ezic Tavares, de 48 anos, que trabalha como marisqueiro há 20 anos, a idéia de implementar o modelo da cooperativa industrial não vai dar certo em Icaraí.

No dia 1º deste mês teve início o defeso do mexilhão, período que se estende até 31 de dezembro deste ano.



  Para ONU, desertificação e mudança climática demandam ações conjuntas
Ambiente Brasil | 14/9/2007 15:26:59

A mudança climática e a desertificação são dois aspectos do mesmo problema e devem ser combatidas conjuntamente, destacaram em Madri ministros e autoridades de todo o mundo em uma conferência da ONU sobre desertificação.

"Esses dois temas estão intimamente ligados ao ponto de que podemos falar de duas faces de uma mesma moeda", resumiu na quarta-feira (12) Yvo de Boer, secretário executivo da Convenção das Nações Unidas sobre o Clima (UNFCCC), presente em Madri para defender ações integradas no combate internacional aos dois problemas.

A ministra espanhola do Meio Ambiente, Cristina Narbona, falou sobre o assunto na mesa-redonda "Desertificação e adaptação à mudança climática", na 8ª Conferência Internacional de Acompanhamento ocorrida na convenção. "A desertificação, a perda da biodiversidade e a mudança climática são três aspectos ligados a um único fenômeno", destacou a ministra.

"A mudança climática já tem um impacto importante sobre a desertificação e os cientistas nos dizem que, se fracassarmos na mudança climática, o impacto em termos de desertificação será terrível", destacou o holandês de Boer.

O ministro do Meio Ambiente da Guatemala, Juan Mario Dary Fuentes, ilustrou a estreita relação entre pobreza, desmatamento e desertificação, um fenômeno que ameaça 48% da superfície daquele país.

A UE - União Européia apresentou como soluções para o problema os modelos de desenvolvimento sustentável e a luta contra o desmatamento e a pobreza.

Para a ministra espanhola, não é necessário criar novas convenções para combater a desertificação e o aquecimento global, mas sim melhorar os instrumentos existentes. "O conhecimento científico dos dois fenômenos, desertificação e mudança climática, é bom. O que falta é uma maior aplicação das políticas e sua realização", disse, na mesma linha Boer.

A 8ª Conferência Internacional dos 191 países signatários da UNCDD continua até esta sexta-feira (14), quando deve ser aprovado um plano de ação para os próximos 10 anos contra a desertificação.

De Boer disse acreditar que o encontro possibilitará uma "revitalização" da estratégia dessa convenção da ONU, com maiores aportes orçamentários.


  Cientista brasileira faz "contrabando" para burlar veto dos EUA
Ambiente Brasil | 14/9/2007 15:27:25

Cientistas brasileiros precisaram "contrabandear" nanotubos de carbono, um produto químico de alta tecnologia usado em pesquisa básica, após terem um pedido de compra negado por uma empresa dos Estados Unidos.

O caso aconteceu em 2005 e foi relatado na quarta-feira (12) pela química Adelina Pinheiro Santos, do Laboratório de Química de Nanoestruturas do Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear, órgão da CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear em Belo Horizonte (MG). É mais um exemplo de restrições que têm sido impostas a cientistas brasileiros por normas de exportação em vigor nos EUA.

Na quarta-feira a Folha revelou que a fabricante de computadores Dell tentou impor restrição à compra de equipamentos pelo físico Paulo Gomes, da Universidade Federal Fluminense, exigindo que ele assinasse um termo declarando que não usaria o computador "na produção de armas de destruição em massa" nem que transferisse os equipamentos a cidadãos de países do "eixo do mal", como Cuba, Irã e Coréia do Norte.

Cientistas ouvidos pelo jornal afirmam que vários grupos de pesquisa no país têm sido cerceados pelos EUA na importação de produtos considerados sensíveis, como fibras de carbono, sensores eletrônicos de alta freqüência e material para pesquisa nanotecnológica. Os americanos temem uso militar desses componentes - como em centrífugas de urânio.

"O Brasil integra uma lista de países chamados "sensíveis", que têm um alto grau de proibição", disse à Folha Ricardo Galvão, diretor do CBPF - Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. "Somos continuamente foco desse cerceamento, que eu acho inaceitável."

O próprio Galvão já sentiu a proibição na pele, também em 2005, ao tentar receber de colaboradores portugueses uma peça que continha equipamentos de microondas. Depois de muita espera, descobriu que a peça vinda da Europa havia sido desviada para os EUA, que barraram seu envio ao Brasil. A pesquisa que usaria o equipamento não pôde ser feita.

Em outra ocasião, os americanos chegaram a proibir o Cern, o Centro Europeu de Física Nuclear, na Suíça, de mandar dispositivos microeletrônicos para serem testados no Brasil. "Precisaram fazer tudo lá, com tecnologia mais cara."

Nanotubos na mala - Adelina Santos, da CNEN, teve mais sorte, graças ao tamanho do material de que precisava - da ajuda de um colega que trabalhava nos EUA.

No primeiro semestre de 2005, ela tentou comprar 1 grama de nanotubos de carbono da empresa americana Carbon Nanotechnologies Inc. para uma pesquisa no desenvolvimento de polímeros. Nanotubos são tubos compostos de átomos de carbono com milionésimos de milímetro de comprimento. Sua produção, no entanto, é tão sofisticada que, apesar de nano, seu preço é mega: 1 g custa US$ 500.

Mas nem com o dinheiro na mão Santos conseguiu o material. A resposta da empresa foi dada por e-mail: "Infelizmente não somos autorizados a vender para o Brasil no momento. O governo dos EUA tem regulações estritas no tocante à exportação de certos materiais".

"Eles ainda foram gentis comigo", brinca a cientista. "Uma colega minha mandou uma solicitação no mês passado e nem recebeu resposta."

"Tive de pedir a um colega que estava nos EUA na época para fazer a compra. Nos encontramos num congresso, ele me passou o material, botei na mala morrendo de medo e trouxe. Vê só que situação!"

Galvão, do CBPF, diz que o governo brasileiro deveria negociar com os EUA o alívio às proibições. "Nem o Chile tem tantas." Por enquanto, o físico protesta como pode. "Eu, pessoalmente, não compro mais computadores Dell."


  Estudo compara aquecimento global à guerra nuclear
Estadão | 14/9/2007 15:27:55

LONDRES - As mudanças no clima podem ter implicações globais na área de segurança equivalentes a uma guerra nuclear, a menos que sejam tomadas providências urgentes, disse na quarta-feira um levantamento do Instituto Internacional para Estudos Estratégicos (IISS).

O centro de estudos especializado em segurança afirmou que o aquecimento global vai limitar as safras e a disponibilidade de água em todo o planeta, causando sofrimento e conflitos regionais.

O documento disse que, embora todos tenham começado a reconhecer a ameaça que as mudanças no clima representam, ninguém assumiu um papel efetivo de liderança para tratar da questão, e não se sabe exatamente quando nem onde o problema será mais grave.

"As medidas internacionais mais recentes para combater o aquecimento global representam o reconhecimento ... de que, se a emissão de gases estufa continuar como está, os efeitos serão catastróficos -- no nível de uma guerra nuclear", disse o relatório.

"Mesmo que a comunidade internacional consiga adotar medidas abrangentes e eficazes para mitigar as mudanças no clima, ainda assim haverá impactos inevitáveis do aquecimento global sobre o meio ambiente, as economias e a segurança humana."

O IISS cita as consequências tradicionais do aquecimento global, como a elevação do nível do mar, a migração forçada, tempestades mais intensas, secas, enchentes, extinções, incêndios florestais, epidemias, destruição de lavouras e a fome.

O impacto já está sendo sentido, especialmente nos conflitos do Quênia e do Sudão, e o mesmo deve acontecer em outros lugares. "Podemos todos ver que a mudança no clima é uma ameaça à segurança global, e dá para avaliar as causas e as áreas mais óbvias", disse o especialista Nigel Inkster, do centro de estudos. "Muito mais difícil é descobrir como lidar com isso."

O relatório, um documento anual, disse que uma das consequências da mudança no clima é diminuir a capacidade do mundo de combater o aquecimento global, num círculo vicioso. Com isso, aumentaria a distância entre ricos e pobres, e as tensões étnicas cresceriam, o que por sua vez incentivaria a ocorrência de ainda mais conflitos.

As áreas urbanas não escapariam, já que a escassez de água e a redução das safras elevaria muito o preço dos alimentos, disse IISS. Segundo o texto, 65 países devem perder mais de 15 por cento de sua safra agrícola até 2100, quando a população mundial já deve ter chegado aos 9 bilhões de pessoas.



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Enviado em 14/9/2007 15:28:03